Noel Gallagher compara Gabriel Jesus a Ronaldo: “É mais brigador, o idolatramos em Manchester”

Para o ex-vocalista e guitarrista do Oasis, jogador do Manchester City “não é como um Maradona ou um Neymar”

Lucas Brêda Publicado em 15/12/2017, às 15h48 - Atualizado às 16h04

O músico britânico Noel Gallagher e o jogador brasileiro Gabriel Jesus

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Noel Gallagher está de disco novo, o ousado e psicodélico Who Built The Moon?, e estampou recentemente a capa da Rolling Stone Brasil. O ex-Oasis é também torcedor fanático do Manchester City e fã declarado do jogador brasileiro ex-Palmeiras, Gabriel Jesus, que vem angariando boas atuações recentes na equipe.

Na entrevista que rendeu a matéria na RS Brasil, o Gallagher mais velho falou sobre o brasileiro, comparando-o com Ronaldo. “Acho que ele é um jogador diferente”, disse. “O Ronaldo poderia pegar a bola, passar por três marcadores e fazer um gol espetacular. Jesus é mais brigador, um moleque mais ríspido.”

(matéria de capa) Noel Gallagher: “Se o rock está morto, sabe o que o matou? A música rock”

Na passagem mais recente do U2 pelo Brasil, com quatro shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo, Gallagher ficou responsável pelos shows de abertura, com a banda que o acompanha desde que ele saiu do Oasis, o High Flying Birds. Na primeira das apresentações, ele até dedicou a última música do set, “AKA... What A Life!” a Gabriel Jesus.

“Ele não é tipo um Maradona ou um Neymar”, seguiu Gallagher, defendido que o estilo de jogo do brasileiro é menos relacionado ao drible – e mais focado na força e na eficiência. “Na região da marca do pênalti, ele parece sempre estar lá. É um grande fazedor de gols, nós o idolatramos em Manchester. E ele consegue roubar a porra das bolas. Ronaldo não conseguia fazer isso. É um grande moleque, amo-o.”

Leia a matéria de capa da RS Brasil sobre Gallagher para vê-lo comentando a relação com o irmão, Liam Gallagher, o novo momento musical da carreira (cada vez mais distante do Oasis), o estado atual do rock no mundo (com alfinetadas em Dave Grohl) e até o atentado recente em Manchester, que teve como espécie de “hino” de luto a canção “Don’t Look Back in Anger”, composta por ele.