Noite de festival

Chilena Panico amarrou com eletro-rock a terceira - e mais diversificada - noite do Rec Beat

Carolina Requena, enviada ao Recife* Publicado em 05/02/2008, às 20h39 - Atualizado em 20/02/2008, às 18h13

Trio Pouca Chinfra e a Cozinha: a melhor abertura das noites de Rec Beat
Costa Neto/Divulgação

A terceira noite do Rec Beat apresentou material de festival: música diversa, vinda de lugares diversos. E, para a alegria de todos, música feita com competência.

Tudo terminou com Panico, quinteto de eletro-rock formado nos anos 90 no Chile por chilenos e franceses e que faz atualmente carreira na Europa (frase de "Guadalupe": Hijo mío, you're gonna shine like a santo).

Com o par vocalista e baixista dignos de um filme de Tim Burton - ele, andrógino; ela, impávida em seu vestido de lacinhos, a banda se saiu bem com seu rock eletro-gótico - no palco e com o público, que se rendeu à potência dos sintetizadores e da guitarra acelerada e cheia de efeitos.

Os internacionais foram precedidos de outra mistura digna da noite de diversidade e qualidade: Firebug (SP) + Chris Murray (Canadá), que fizeram um ska límpido e sofisticado, com 100% de aprovação na rua. Inteligência em "Bad Trip", que de bad não tem nada.

Com Fino Coletivo e seu groove, o meio da noite foi o menos inventivo, mas não prejudicou a conta final, principalmente com a platéia, que dançou e fez coro para "Tarja Preta" e "Dragão".

A segunda banda a subir ao palco, lá pelas 21h, foi Metaleiras da Amazônia. Manezinho do Sax, Pipira do Trombone e Pantoja do Pará, três senhorzinhos egressos da polícia militar paraense, pilotaram com suas metaleiras composições regadas a ritmos regionais como o carimbó e a lambada, acompanhados de guitarra e baixo.

E tudo começou com o Trio Pouca Chinfra e A Cozinha - o show de abertura mais bem sucedido das três primeiras noites de festival. Além de ter "rua cheia" logo às 20h, a roda de samba de onze músicos (uniformizados, de diferentes procedências e todas as idades) apresentou releituras de clássicos do gênero, como "Tiro ao Álvaro", de Adoniran Barbosa, além de composições próprias cativantes, como "Sinuca de Bico". Marcelo Campello (Mombojó) e Júnior Black (Negroove) participaram do que foi o prenúncio da noite de maior diversidade entre as três primeiras do Rec Beat, sobre as quais você lê logo abaixo.