Novo secretário de cultura, Mário Frias chama auxílio de R$ 600 de esmola: ‘Artista quer trabalhar’

O ator ainda afirmou que a linha estética de Jair Bolsonaro será privilegiada durante a atuação dele na Secretaria Especial de Cultura

Redação Publicado em 29/06/2020, às 09h12

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Mario Frias (Foto: Reprodução/ Youtube / Canal Eduardo Bolsonaro)

Mario Frias, novo secretário de cultura e ator, criticou o auxílio emergencial oferecido pelo governo aos artistas durante a crise do coronavírus e disse que nenhum profissional da área quer essa “esmola”. A declaração foi feita durante uma entrevista com Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente da República e deputado federal.

“Artista não quer esmola. A maioria que eu vejo diz: 'Me deixa trabalhar'. Não quero auxílio”, disse o ator. 

Segundo o Uol, o auxílio emergencial foi criado com o objetivo de oferecer três parcelas de R$ 600 para “trabalhadores sem carteira assinada, autônomos, MEIs e desempregados”. Contudo, o projeto ainda não foi assinado por Jair Bolsonaro , que pode impedir a ação até o dia 30 de junho.

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Na entrevista compartilhada no Youtube, o substituto de Regina Duarte na Secretaria Especial de Cultura também elogiou a Lei Rouanet e a Rede Globo, dois alvos frequentes das críticas do Presidente da República. 

"O problema é quem abraçou a lei para uso exclusivo. A lei é para todos. O presidente diz muito bem quando diz que quer que todo mundo tenha acesso à lei”, disse o ator. 

Ele continuou: "Muita gente acha que 'Malhação' só revela atores, mas ali tem formação de diretores, equipe de áudio [...] Tenho 13 anos de TV Globo, é uma escola, é um padrão. Basta para que você olhe uma imagem e aquilo te constranja: 'pô, tá errado'. É um senso crítico que te desenvolve”.

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Apesar dos elogios, Frias afirmou que planeja fazer uma auditoria para debater o acesso aos editais da lei Rouanet e declarou que não deixará de seguir a “linha estética” de Bolsonaro por mais que ela seja criticada no meio artístico, o qual, segundo o secretário, possui uma ideologia “muito forte”. 

"Não adianta: o patrão quer uma linha estética. E essa linha estética vai ser privilegiada”, disse Frias. “Tudo que eu faço pode ter certeza que estou em comunhão com meu presidente."


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