Nudez, Nazismo e hipersexualização: as 10 maiores controvérsias das HQs da década 2010 [LISTA]

As HQs tiveram vários momentos polêmicos, seja com política, novos times de heróis ou cenas chocantes

Redação Publicado em 30/12/2019, às 14h11

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Batman e Mulher-Gato, Capitão América e Batwoman (foto: montagem/ reprodução Marvel Comics/ DC Comics)

A década de 2010 teve muita polêmica no mundo das HQs. Seja por cenas mais explícitas, momentos politizados ou por novas equipes de super-heróis, Marvel e DC protagonizaram várias cenas memoráveis.

Listamos algumas dessas curiosidades, compiladas pelo site CBR.com.


Nudez do Batman na minissérie Amaldiçoado

A minissérie escrita por Brian Azzarello e ilustrada Lee Bermejo fez parte do selo DC Black de histórias mais adultas, e justamente por isso mostrou um nu frontal do Batman.

A editora reagiu de forma desmedida, censurando a nudez do Morcego nas futuras edições da série, porém muitos dos fãs acharam a cena engraçada, e outros elogiaram a publicação pela ousadia e pioneirismo.


Capitão Hydra

A revelação no arco Império Secreto de que Steve Rogers sempre foi um agente infiltrado da Hydra. O conceito de transformar um símbolo do patriotismo americano em um nazista não agradou os fãs.

Por isso, a decisão foi revertida no final da série, mas o dano à reputação da Marvel ficou durante um tempo. 

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O fiasco de Os Novos 52

No começo da década a DC resolveu reformular todo o universo com novas publicações. Recontar origens e ser mais amigável para novos leitores era a intenção, mas o tiro saiu pela culatra.

Partes importantes da mitologia de diversos heróis foram apagadas sem motivo, a linha do tempo ficou mais confusa ainda, e o fãs, velhos e novos, desaprovaram muito a empreitada.


Vingadores clássicos abandonados

A Marvel tentou reorganizar os Vingadores usando sucessores dos membros clássicos da equipe. A  Poderosa Thor de Jane Foster, a Coração de Ferro Riri Williams, o Capitão América de Sam Wilson (o antigo Falcão) e por aí vai. 

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As histórias desses Vingadores foram boas, mas abandonar completamente os super-heróis antigos desagradou fãs de longa data, principalmente considerando a popularidade deles graças aos filmes do MCU.


O casamento do Batman com a Mulher-Gato

Casamentos de personagens são sempre momentos muito aguardados pelos fãs. Então, quando a promessa de casamento entre o Batman e a Mulher-Gato nas revistas escritas por Tom King não foi cumprida, vários reclamaram.

Nas redes sociais, os leitores se manifestaram e como se a DC tivesse traído eles, deixando a sugestão de um casamento para futuras revistas como um truque barato para manter a atenção do público.


Sexualização da Mulher-Aranha

Ao ganhar uma minissérie em 2014, a Mulher-Aranha teve capaz ilustradas pelo controverso quadrinista Milo Manara, conhecido por fazer desenhos com conteúdo adulto praticamente explícito. 

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As reclamações de que a heroína foi sexualizada demais foram ignoradas pelos editores da Marvel, o que intensificou ainda mais o debate sobre a representação da mulher nas HQs.


 Flash assassino em Heróis em Crise

A minissérie de Tom King foi bem elogiada, mas causou polêmica ao ter como vilão culpado por assassinar um dos heróis da DC Wally West, o Flash.

Apesar de ser o estilo de King fazer histórias alternativas e profundas sobre o como é o estado mental de um super-herói,  alguns leitores acharam a representação do velocista injusta.

Em resposta ao descontentamento, a DC vem publicando a série Flash Forward, uma tentativa de redimir Wally West.


X-Men: Gold e o Alcorão

Talvez essa tenha sido a maior controvérsia da Marvel na década. Na primeira edição de X-Men: Gold, o mutante Colossus aparece com uma camiseta que estampa versos do alcorão, o livro sagrado do islamismo. 

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Os dizeres contidos na ilustração falavam sobre a rejeição de outras crenças. A imagem foi removida de futuras impressões da revista e  a Marvel sofreu fortes críticas por fazer apologia à intolerância religiosa e ir contra a proposta inclusiva dos X-Men.


A capa de Batman: A Criança Dourada

Uma das capas da revista Dark Knight Returns: The Golden Child, lançada este ano mostrava a Batwoman Carrie Kelley com um coquetel molotov, prestes a arremessar, e com legendas que apoiavam protestos.

A imagem provocou incômodo principalmente na China, devido a onda de protestos em Hong Kong, e foi removida.


A representação da Batwoman

A primeira versão dessa heroína teve uma década cheia de altos e baixos. A série dela no canal CW faz muito sucesso, mas nos quadrinhos ela esteve envolvida em várias minisséries controversas. 

No final de sua publicação nos Novos 52, o noivado dela com Maggie Sawyer rompeu sem motivo. Depois, a heroína se tornou um híbrido de vampiro com humano e morreu no final da publicação, para retornar sem explicação meses depois.


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