O dia em que Paul McCartney teve que negar a própria morte; entenda

O boato ficou conhecido como "Paul is dead" nos anos 1969

Redação Publicado em 22/10/2019, às 15h48

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Paul McCartney em 1964 (Foto: AP Images)

A suposta morte de Paul McCartney apareceu pela primeira vez na edição de 17 de setembro de 1969 do Times-Delphic. Rapidamente, a notícia repercurtiu e foi parar nas grandes estações de rádio de Detroit. Em outubro, já tinha atravessado o Atlântico. 

O boato ficou conhecido como "Paul is dead" (Paul está morto, em português) e consiste na ideia de que o beatle teria morrido em um acidente e foi substituído por um sósia. 

Na época, repórteres tentaram entrar em contato com os Beatles para obter respostas. Paul McCartney tinha viajado para uma fazenda escocesa no dia 22 de outubro e Peter Brown ligou para ele pedindo uma declaração para à imprensa. "Os rumores da minha morte foram muito exagerados", disse o músico. 

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A declaração quase não surtiu efeito para conter os ânimos dos fãs e da imprensa. A Apple continuou sendo bombardeada com telefones de repórteres de todos os lugares. John Small, do WKNR, conversou com John Lennon, que parecia desconcertado com a história, mas fez piadas a respeito: "O que devemos fazer? Empalhar? Depilar? Não entendo do que isso se trata".

Outro repórter, da WMCA de Nova York, Alex Bennett, entrevistou Ringo Starr, Derek Taylor, Neil Aspinall, Iain Macmillan (fotográfo), o barbeiro de McCartney e integrantes do grupo Apple Trash.

Starr disse a Bennett: "Se as pessoas vão acreditar, vão acreditar. Só posso dizer que não é verdade".

Em 24 de outubro, McCartney concordou em falar com Chris Drake, da BBC. O músico sugeriu que as histórias começaram assim que ele adotou um perfil mais "reservado", por fazer apenas uma entrevista por semana para manter as manchetes, mas desde que se casou e virou pai, preferiu viver uma vida mais privada. 

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Na entrevista, ele foi firme em negar que havia morrido: "Se a conclusão que você chega é que estou morto, então você está errado, porque estou vivo e morando na Escócia".

Linda McCartney comentou o ocorrido e disse que suas férias estavam sendo abaladas pela especulação da imprensa e acrescentou que "todo mundo sabe que ele está vivo". 

Ao fim, ele concluiu dizendo que os Beatles não tinham planos para se reunir no futuro e que não voltaria para Londres até 1970. 

No último mês, McCartney anunciou o lançamento de duas novas músicas para 2019