O Iluminado: as teorias mais loucas do filme de Kubrick têm índios americanos e pouso fake na Lua

De super inteligentes a absurdas, confira as ideias que podem mudar a maneira como você assiste ao clássico de terror

Redação Publicado em 11/06/2020, às 12h54

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Jack Nicholson em O Iluminado (Foto: Reprodução)

Poucos filmes resistiram tanto ao teste do tempo como O Iluminado. Este clássico escrito por Stephen King não é apenas um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, mas também um dos melhores filmes de Stanley Kubrick.

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Por um lado, a obra parece meticulosamente gravada, com todas as cenas coreografadas cuidadosamente. Por outro, é uma bagunça total, cheia de incongruências. Esses dois motivos fizeram com que ela atraísse um coletivo imenso de fãs, que desejam explorar seus maiores segredos.

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O portal Looper compilou as melhores teorias sobre O Iluminado, que variam de super inteligentes a absurdas - e elas podem mudar a maneira como você assistirá ao clássico de Kubrick no futuro. Confira abaixo:

 

O Iluminado fala sobre o genocídio dos nativos americanos

Uma das teorias mais plausíveis sobre O Iluminado é a de que o filme fala sobre o genocídio dos nativos americanos por colonizadores brancos. A dica mais evidente ocorre quando Stuart Ullman - que vestia vermelho, branco e azul - explica que o Hotel Overlook foi construído em cima de um cemitério indígena. Além disso, Jack usa a frase “Carga do homem branco”, referindo-se ao título de um poema de Rudyard Kipling, que valoriza os imperialistas brancos, enquanto Wendy usa a frase “manter os americanos limpos”, uma referência óbvia à campanha “Mantenha a América bonita”, de 1971, que representa um nativo americano aos prantos.

 

Stanley Kubrick foi contratado para forjar o pouso na lua

Antes da estreia de O Iluminado, há uma teoria absurda de que o pouso da Apollo 11 na Lua é falso - e Stanley Kubrick foi contratado pelo governo para forjá-lo. Por isso, algumas pessoas acreditam que o filme foi a “confissão” secreta do cineasta. Claramente não, mas vamos analisar as evidências. Uma das cenas mostra Danny com um suéter no qual está desenhado um foguete com o letreiro do “Apollo 11”. Ainda, adaptando o livro ao filme, Kubrick mudou o número do quarto mais mal assombrado de 217 para 237, sendo que a distância da Terra à Lua é de aproximadamente 237 mil milhas (na verdade, são mais de 238, 9 mil milhas, mas não sabíamos disso até o final dos anos 1960. Por isso, é possível que Kubrick estivesse consultando um livro antigo e entendeu o número um pouco errado).

 

O Hotel Overlook é o próprio inferno

Um dos elementos mais assustadores do Hotel Overlook é que o seu layout parece mudar constantemente. Durante uma conversa entre Wendy e Jack no saguão, uma cadeira ao fundo continua aparecendo e desaparecendo entre as fotos. E, quando Hallorann está circulando com Wendy e Danny, eles entram num refrigerador gigante, mas depois saem de um refrigerador diferente do outro lado da sala. Levando em conta que Kubrick é notoriamente detalhista, parece improvável que tudo isso seja apenas uma série de erros. Talvez Jack tenha morrido há muito tempo e o Overlook seja o próprio inferno, onde ele viverá o último inverno de sua vida para sempre. Com essa leitura, muitas das frases mais intrigantes do filme se tornam mais significativas, como Jack dizendo: “Quando eu vim aqui para a entrevista, era como se eu já estivesse aqui antes”. Outra curiosidade interessante é o fato de que Jack não pode ser visto do lado de fora do hotel ou da estrada que leva a ele, ao contrário de Wendy e Danny.

 

O filme, na verdade, é um espelho

Danny tem sua primeira visão na frente de um espelho. Jack reconhece que está beijando um cadáver também na frente de um espelho. Enquanto isso, “Redrum”, ao contrário, vira “murder” (“assassinato”, em português). As gêmeas Grady também parecem imagens espelhadas uma da outra. Talvez o Overlook em si seja um espelho, pois tortura os hóspedes com o mal que está dentro deles. Isso explicaria por que Jack, um alcoólatra potencialmente abusivo, foi corrompido pelo hotel, mas Danny e Wendy não. Como a frase de Kierkegaard, "a vida só pode ser compreendida ao contrário, mas deve ser vivida para frente”, ou seja, encontramos a verdade quando olhamos para trás ou através de espelhos, como na cena em que Danny escapa do labirinto ao refazer seus passos.

 

 


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