Os discos que mudaram a vida de Kurt Cobain: De Sex Pistols a Pixies

Bandas como The Vaselines e The Shaggs também integram a lista com as preferências do vocalista do Nirvana

Redação Publicado em 12/08/2020, às 13h02 - Atualizado às 13h03

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Kurt Cobain (Foto: AP)

O bom gosto de Kurt Cobain tem sido um deleita para o público desde que os 50 álbuns favoritos do frontman do Nirvan foram listados no livro Journals, publicado pela Riverhead Books em novembro de 2002.

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A lista foi amplamente recebida como uma visão fascinante da vida de Cobain, bem como sua inclinação ao punk.

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Agora, a Far Out Magazine desenterrou uma longa entrevista do ícone do rock à Melody Maker em 1992, na qual Cobain falou sobre os "10 álbuns que mudaram" a vida dele. Veja abaixo:

1. Pod – Breeders

"É um épico que não vai deixar você esquecer sua ex-namorada", diz o músico. "Eu amo a atidude deles."

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2. Surfer Rosa – Pixies

“Um fóssil de metal fundido de uma nave perdida, com ou sem a porra da produção”, afirma o fã obstinado. "Eu era completamente niilista até cerca de quatro ou cinco anos atrás, quando ouvi isso pela primeira vez. Mudou minha atitude. Depois de estar no punk rock por tantos anos, isso me fez finalmente admitir que eu gostava de outros estilos de música também."


3. Dying For It – The Vaselines

“Eugene + Francis = amor documentado”, revelou o vocalista do Nirvana. “Eu me imagino fazendo algo assim acom Courtney? Absolutamente. Tocamos juntos o tempo todo”, admite Cobain. Infelizmente, isso nunca aconteceu.


4. Philosophy Of The World – The Shaggs

“Elas eram todas irmãs, com seu tio malvado fazendo planos para elas. Eu ouvi uma música ao vivo - uma música dos Carpenters, talvez? - na qual elas deveriam estar tocando um centro diurno, e os gritos ao fundo são mais altos do que a música. The Shaggs... Uma banda arquetípica."


5. Great Expectations – Jad Fair

“Eu gosto de ouvir Jad Fair e Half-Japenese com fones de ouvido ao andar pelos shoppings, o coração da cultura americana."


6. Burning Farm – Shonen Knife

“Eventualmente, depois de uma semana ouvindo-o todos os dias, comecei a chorar”, confidencia Cobain. “Eu simplesmente não conseguia acreditar que três pessoas de uma cultura totalmente diferente pudessem escrever canções tão boas quanto essas, porque eu nunca tinha ouvido qualquer outra música ou artista japonês que tivesse inventado algo tão bom.” Para Cobain, "tudo sobre eles é cativante": "Tenho certeza que fiquei duas vezes mais nervoso para conhecê-los do que eles ficaram para nos conhecer."


7. Is This Real – The Wipers

“The Wipers foi uma banda punk de Portland fundada por Greg Sage no final dos anos 1970 e lançou quatro ou cinco álbuns. Os dois primeiros foram totalmente clássicos e influenciaram os Melvins e todas as outras bandas de punks rock. “Eles são outra banda que tentei assimilar. Suas músicas são tão boas. Greg Sage era o tipo de cara romântico, quieto e visionário. O que mais posso dizer sobre eles? Eles começaram o rock grunge de Seattle em 1977.”


8. Colossal Youth – Young Marble Giants

“Esse tipo de música é totalmente atmosférica, relaxante (...) Eu tive uma queda pela cantora por um tempo - acho que todo mundo teve", brinca Cobain. “Não sei muito sobre eles. Eu ouvi Colossal Youth na rádio pela primeira vez, um ano antes de lançar o álbum Bleach."


9. Last Session – Leadbelly

“As músicas são incrivelmente sinceras. Leadbelly era um pobre homem negro que viveu o início dos anos 1900 e foi para a cadeia algumas vezes por espancamento de mulheres e roubo, e por entrar em brigas e contrabandear bebidas alcoólicas”, contextualiza. “Na prisão, ele começou a tocar violão e cantava tão bem que o governante gostou dele e o soltou."


10. Nevermind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols - Sex Pistols

"Um milhão de vezes mais importante do que The Clash", polemiza. "Como posso explicar isso? Hmm, Ambas foram as bandas punk originais, mas The Clash sempre foi uma péssima imitação dos Rolling Stones, apaixonados pela América. Pelo menos eles levaram suas namoradas para a turnê com eles. Mas a música  era terrível (...) O álbum dos Pistols tem a melhor produção de qualquer álbum de rock que eu já ouvi. Está totalmente na sua cara e comprimido. O hype que os Sex Pistols tiveram foi totalmente merecido... Johnny Rotten era aquele com quem eu me identificava, ele era o sensível.”


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