Oscar 2021: 4 detalhes para prestar atenção no figurino de Emma [LISTA]

Indicado ao Melhor Figurino, o longa é uma adaptação do clássico de Jane Austen

Mariana Rodrigues (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 25/04/2021, às 11h00

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Cena de Emma (Foto: Reprodução)

Cores vibrantes, mangas bufantes e tecidos delicados. Assim são as roupas em Emma (2020), adaptação da obra de Jane Austen e concorrente ao Oscar2021 como Melhor Figurino. Protagonizado por Anya Taylor-Joy, mostra a romântica Emma, uma jovem da alta sociedade que adora ajudar as pessoas ao redor a encontrarem o amor - mesmo ainda sendo solteira.

Além disso, Emma é apaixonada por moda e ostenta um guarda-roupa de dar inveja. Isso contribui ainda mais para a produção do figurino, pois, por ser um filme de época, a caracterização dos personagens é tão importante quanto a história. Para criar cada peça, também é necessário entender alguns aspectos importantes, como contexto histórico, classe social dos personagens e até mesmo a fotografia.

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Confira alguns detalhes por trás do figurino de Emma  e entenda como ele, na verdade, é um dos protagonistas do filme.


Assinado por Alexandra Byrne

Essa é a sexta indicação de Alexandra Byrne ao Oscar. A premiada figurinista britânica levou a primeira estatueta, em 2008, por Elizabeth: A Era de Ouro. Inclusive, é a segunda adaptação de uma história de Jane Austen na qual trabalha.

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Em 1995, foi figurinista de Persuasão e, apesar de ter experiência com figurinos de época, Byrne também trabalhou em produções da Marvel como Thor (2011), Vingadores (2012) e Guardiões da Galáxia(2014).


Contexto histórico

Emma (Foto: Reprodução)

 

Um filme de época exige muita pesquisa para preparar um figurino o mais fiel possível ao período no qual a história é ambientada. Apesar de ter um grande repertório nessa área, Byrne realizou visitas a museus, observando desenhos e até mesmo roupas daquele período.

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“Também olhei peças de roupas originais - essa é a chave do quebra-cabeça. Porque, olhando para elas, se são feitas à mão, não são travadas ou robustas. São incrivelmente delicadas, incrivelmente pessoais. Muitas vezes, muito frágeis e espontâneas,” disse ao Deadline.

O Século XIX também foi quando surgiram as primeiras revistas de moda voltadas para o público feminino. Por isso, as roupas desempenham um papel importante na sociedade daquela época. “A moda se tornou uma forma de comunicar o status, a sociabilidade, as conexões,” explicou Byrne.

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Cores

Em um filme como Emma, é importante fazer o figurino e a fotografia conversarem entre si. Pelo longa apresentar uma estética romântica, Byrne não teve medo de investir nas cores.

Em entrevista ao The Wrap, explicou como contribuem para a história. “As cores nos disseram como esse período foi cheio de diversão e libertação para as mulheres. Tratava-se de individualidade. As formas estavam mudando. Foi uma época revolucionária para o vestuário feminino.”

Emma (Foto: Reprodução)

 

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Peças em tons vibrantes, como amarelo e vermelho, destacam-se nas telas e são representações completamente fiéis do Século XIX. “Todo mundo pensa nesse período como cinzento, desbotado e um tanto sentimental; não foi. Suas cores eram vibrantes e havia combinações surpreendentes,” disse ao Deadline.


Paixão por moda

Emma (Foto: Reprodução)

 

Emma é uma personagem apaixonada por moda e isso é muito explorado ao longo do filme. Graças a condição financeira da protagonista, tem acesso às últimas tendências daquela época e também aos materiais necessários para criar essas peças.

“Ela é rica, generosa e tem uma costureira em vez de depender da própria velocidade e habilidade em costura. Consequentemente, tem um imenso guarda-roupa para cada estação do ano,” disse Byrne ao Fashionista.

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Além disso, a intenção da figurinista era transformar Emma na abelha rainha da história. Por isso, as cores são intencionalmente fortes, para destacar a personagem.


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Apesar de ter vivido apenas 28 anos, Heathcliff Ledger (mais conhecido por Heath) marcou o cinema com papéis como Patrick Verona em 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999) e Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

Heath nasceu em Perth, Austrália, em 4 de abril de 1979. Neste domingo, completaria 42 anos. Confira sete curiosidades sobre o ator: da origem de nome a quem era o melhor amigo. 

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Nome

O nome do ator, Heathcliff, foi inspirado em um personagem de O Morro dos Ventos Uivantes (1847), de Emily Brontë, livro preferido da mãe dele, Sally Ledger. Do mesmo romance, Sally tirou o nome de outra filha, Katherine. 


Primeiras experiências

Heath estudou na Guildford Grammar School, escola só para meninos, onde teve a primeira experiência como ator. Aos 10 anos, participou de uma montagem da peça Peter Pan.

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Como ator profissional, um dos primeiros papéis da carreira foi em Home And Away (1988), espécie de novela teen a qual lançou várias estrelas australianas. Interpretou Scott por apenas 10 episódios e, apesar de ter feito muito sucesso, recusou propostas dos produtores para continuar.


Inspiração

Durante os anos de escola militar, Heath coreografou e dirigiu um grupo de 60 colegas para uma competição. Foi a primeira equipe masculina a disputar, e saíram vitoriosos. O ator comparou a apresentação ao estilo de Gene Kelly, de Cantando na Chuva (1952) e revelou como o dançarino era seu maior ídolo no cinema.

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Xadrez

Heath era um adorador de xadrez e jogava desde pequeno. Aos 10 anos, ganhou o campeonato júnior da Austrália Ocidental. Quando adulto, continuou o hábito e jogava frequentemente no Washington Square Park em Nova York (EUA). 


Gambito da Rainha

A partir do amor pelo xadrez, em 2008, anunciou planos de iniciar filmagens da adaptação do livro O Gambito da Rainha (1983). Teria sido a estreia de Heath como diretor de cinema. 12 anos depois, o romance foi adaptado para uma produção da Netflix e foi a série mais assistida de 2020, segundo JustWatch.


Jake Gyllenhaal

Colegas de elenco em O Segredo de Brokeback Mountain (2005), Heath e Jake Gyllenhaal se tornaram grandes amigos. O ator é, inclusive, padrinho da única filha de Ledger, Matilda.


Coringa

O vilão de O Cavaleiro das Trevas (2008) foi o papel de maior reconhecimento de Heath. Com ele, ganhou o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante em 2009. Nas filmagens, projetou sozinho a composição do personagem. Segundo Heath, se Coringa fosse real, faria a própria caracterização.

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Foi à farmácia, comprou maquiagem e aplicou-a sozinho. Depois, a equipe de maquiagem apenas replicava o visual criado por ele.