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Ozzy Osbourne teve medo de morrer depois de queda no início de 2019

Em meio a recuperação, o músico confirmou um novo disco: "o melhor que já fiz"

Redação Publicado em 16/09/2019, às 20h21

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Ozzy Osbourne. (Foto: Henny Ray Abrams)

Ozzy Osbourne revelou, em uma entrevista recente ao The Sun, que teve certeza da morte após quebrar o pescoço no início deste ano. O músico passou três meses no hospital e precisou de três operações.

O vocalista doBlack Sabbath caiu no meio da noite e prejudicou as barras de metal implantadas no cantor depois de um acidente em 2003. Osbourne achou que estava paralisado depois da queda: "Pensei que estava morrendo" e descreve a dor como "excruciante".

"Eu não surtei, apenas fiquei lá, sabendo que a queda tinha sido muito ruim. Sharon desceu e pedi para ligar para ambulância. Fui direto ao hospital e fiz uma ressonância magnética. Depois, não saí por meses. Eu precisava de cirurgia para cortar os nervos.", contou.

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Ele continuou: "Costumo me recuperar rápido, mas me senti terrível. Fiquei ali sem melhorar por três meses. Eu pensei que estava paralisado. Eu sabia que era algo sério e pensei: 'O que diabos eles fizeram comigo?' Foi a pior experiência da minha vida."

"Eu estava em choque. Eu estava convencido que Sharon sabia de algo que eu não sabia. Pensei que estava morrendo. Nunca me senti tão mal em minha vida. Foi uma agonia fodida.", comentou o vocalista do Black Sabbath.

Antes da queda, em fevereiro, Ozzy havia sido hospitalizado com pneumonia depois de uma forte gripe. O músico disse: "Eu tive uma ótima jornada até completar 70 anos, depois todo o inferno explodiu". Sharon acrescentou: "Tem sido o pior ano".

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Ao olhar os exames, afirmou: "Eu sou como um super-herói, mas eu não me sinto um super-herói há meses. Me sinto terrível. Estou andando melhor agora, mas não estou 100% em pé. Tem sido inacreditável."

Osbourne já havia se aproximado da morte antes. Em 2003, parou de respirar e o coração parou após bater um quadriciclo em sua propriedade em Bucks. Além disso, o vocalista afirmou: "Eu tive overdose de drogas várias vezes, então eu tenho sorte de estar vivo. [...] Se eu fosse um gato, eu teria 33 vidas."

O Príncipe das Trevas contou que teve apoio principalmente Sharon Osbourne, Elton John, Jonathan Davis, do Korn e Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath.

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O músico começou a tomar óleo feito de maconha para ajudá-lo a dormir. "Eu não estou carregado com isso, então está tudo bem. Eu tenho insônia. Antes, eu dormia uma hora por dia."

Na mesma entrevista, Ozzy Osbourne também revelou que tem um disco inédito pronto, e contou como produzir o trabalho o ajudou a dar a volta por cima. Além de ser "o melhor álbum que já fiz", o processo de gravar também contribuiu para que conseguisse sair de um momento no qual estava "largado na minha autopiedade".