Pai de Amy Winehouse acredita que convulsão matou a cantora

Mitch Winehouse revela que a artista vinha sofrendo convulsões por causa do processo de desintoxicação de álcool

Redação Publicado em 12/09/2011, às 12h38 - Atualizado às 12h52

Amy Winehouse: morte da cantora pode ter sido causada por convulsão, acredita família
Foto: AP

Mitch Winehouse disse acreditar que a morte de Amy Winehouse, sua filha, foi causada por uma convulsão devido ao processo de desintoxicação que ela vinha executando nos últimos tempos. As informações são da agência de notícias Associated Press.

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A cantora, que lutava contra o vício em álcool e drogas, foi encontrada morta em sua casa em Londres, no dia 23 de julho. Seus parentes dizem que os exames toxicológicos indicam que havia álcool em seu sangue, mas não deixam claro se tal quantia contribuiu para sua morte aos 27 anos de idade.

No programa do apresentador Anderson Cooper (que vai ao ar no exterior nesta segunda, 12), Mitch Winehouse comentou que os exames indicaram a presença no organismo do medicamento Librium, usado para combater ansiedade e diminuir sintomas de alcoolismo. “Tudo o que Amy fez foi em excesso”, afirmou ele. “Ela bebeu em excesso e se desintoxicou em excesso.”

O pai também disse lamentar o fato de sua filha ter tentado se livrar do alcoolismo sem a ajuda e a orientação de um médico. “Os períodos de abstinência foram se tornando mais longos e os períodos de bebedeira mais curtos. Ela estava indo no caminho certo”, afirmou.

Amy sofria convulsões nestes períodos, perdendo a consciência. Mitch supõe que o mesmo deva ter acontecido na manhã da morte e, como a cantora estava sozinha em casa (o pai se encontrava em Nova York), não recebeu a ajuda necessária no momento. Segundo os exames toxicológicos, a cantora não usou drogas ilegais antes de morrer. Para saber o que realmente aconteceu, a família, contudo, aguarda uma investigação que terá início em outubro.