Pai de Amy Winehouse se surpreende com polêmica sobre autópsia

"É difícil de acreditar que as credenciais dela não foram verificadas", disse Mitch sobre Suzanne Greenaway, uma das responsáveis por determinar causa da morte da cantora; a legista teve suas qualificações contestadas

Redação Publicado em 03/02/2012, às 13h01 - Atualizado às 13h07

Mitch Winehouse foi forçado a devolver dinheiro arrecadado para ONG em homenagem à Amy
AP

Uma nova polêmica foi levantada esta semana a respeito da autópsia da cantora Amy Winehouse, morta em julho do ano passado. A autópsia da cantora poderá ser invalidada devido à falta de qualificação de uma das responsáveis por determinar a causa da morte.

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A australiana Suzanne Greenaway, assistente do caso ao lado do marido, o legista Andrew Reid, renunciou ao cargo em novembro do ano passado, após serem levantadas suspeitas de que ela não seria qualificada o suficiente para examinar a causa da morte da cantora. No Reino Unido, a lei exige que sejam necessários pelo menos cinco anos de registro na profissão para poder realizar este tipo de procedimento, sendo que Suzanne estava registrada há apenas dois anos e meio.

"É difícil de acreditar que as credenciais dela não foram completamente verificadas", disse Mitch Winehouse, pai de Amy, ao tabloide britânico The Sun, nesta sexta, 3. "Você presume que esse tipo de coisa não pode acontecer."

A autópsia realizada por Reid e Greenaway em outubro indicou que a morte de Amy foi acidental, e que a quantidade de álcool presente em seu corpo foi responsável por tê-la feito parar de respirar. No entanto, a polícia britânica informou que o veredicto da autópsia só será questionado caso a Suprema Corte o considere ilegal.

"O veredicto não parece nos deixar nenhuma dúvida [sobre o que matou Amy], mas é estressante ter de passar por tudo isso de novo", lamentou Mitch. "Apenas esperamos que esses assuntos sejam resolvidos logo."