Para Bombay Bicycle Club, disco gratuito do U2 mostra que a banda está “desconectada da juventude”

Frontman do grupo, Jack Steadman comparou propagandas no Facebook e YouTube ao lançamento de Songs Of Innocence

Redação Publicado em 29/11/2014, às 11h19

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Songs Of Innocence, o mais recente disco do U2, cedido de forma gratuita a todos os usuários do iTunes, ainda está rendendo comentários no mundo artístico. Desta vez, o frontman do Bombay Bicycle Club, Jack Steadman, foi enfático ao dizer que a forma como o álbum foi distribuído prova que o U2 está “desconectado da juventude”.

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A declaração foi dada à revista britânica Shortlist. Steadman comentou: “Eles acharam que seria uma boa ideia”. “A reação foi previsível, mas eu achei muito estranho”. O vocalista, entretanto, não fez apenas críticas ao lançamento. Ele afirmou que “As pessoas tiram sarro do U2 só porque é engraçado tirar sarro do U2”.

“Mas você não vê as pessoas reclamando dos anúncios que bombam a cada três segundos na timeline deles no Facebook ou das propagandas antes dos vídeos no YouTube. As pessoas parecem aceitar isso e, na verdade, é algo bem similar”, acrescentou.

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Recentemente, o baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, foi mais contundente ao falar do lançamento gratuito de Songs Of Innocence. Ele disse: “Acho que eles devem ter pensado que foi uma grande ideia. ‘É o seguinte: todo mundo que tem iPhone ganha o disco. Será gratuito!’.”

Hawkins acrescentou: “E provavelmente pensaram: ‘Nossa, isso é bem legal!’, mas eles não levaram em consideram o sentimento de Big Brother’. Você não conseguia se livrar dele e tiveram que criar um aplicativo para apagá-lo, isso é péssimo.”

Veja um guia faixa a faixa de Songs of Innocence

Ele também fez referências ao Grande Irmão (Big Brother), do clássico livro 1984, do escritor inglês George Orwell. “Não sei se tem alguma música legal nesse novo álbum”. “Escutei ele uma vez, mas estava tão amarrado a essa coisa Owerlliana, extremamente 1984, que soou como uma ‘flatulência’ de qualquer forma que você ouvisse.” – veja mais aqui.