Para Bruce Dickinson, primeiro disco do Iron Maiden é “uma merda”

Lançado em 1980, Iron Maiden trazia Paul Di'Anno nos vocais e suposta abordagem punk

Redação Publicado em 19/09/2015, às 15h39 - Atualizado às 20h48

Bruce Dickinson

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O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, criticou a sonoridade do primeiro álbum da banda. “O disco de estreia do Maiden soava meio punk porque soava como um monte de merda”, disse Dickinson sobre Iron Maiden, lançado em 1980, e que tinha Paul Di'Anno como vocalista.

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A entrevista foi dada à revista Spin, para a qual o atual frontman da banda britânica comenta o fato de o primeiro álbum do Iron Maiden possuir características de punk rock, abordagem levada por Di'Anno.

“Se você pegar as entrevistas antigas do [baixista e compositor] Steve Harris – ele odeia punk”, disse Dickinson. “Ele odeia aquele disco. O primeiro vocalista deu um pouco desse tipo de abordagem, mas a coisa punk foi atribuída à banda pela imprensa. A banda absolutamente odiava isso, porque simplesmente não há como o Iron Maiden ser, nem remotamente, uma banda punk.”

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O músico seguiu falando do segundo álbum do Iron Maiden, Killers (1981), que ainda trazia Di'Anno como vocalista, mas teve Martin Birch – que trabalharia em todos os discos da banda até Fear of the Dark (1992) – na produção. “Assim que Killers foi lançado, tendo um som mais apropriado, isso ficou claro”, disse.

“Onde está a coisa punk em Killers?”, acrescentou Dickinson. “Você ouve ‘Murders in the Rue Morgue’, que basicamente poderia ser de In Rock, do Deep Purple. Você ouve ‘Prodigal Son’, uma doce balada, meio progressiva. Você ouve ‘Twilight Zone’, todo esse tipo de coisa – onde está a coisa punk nisso? Não há.”

The Book of Souls

“Speed Of Light” é o single principal do disco The Book of Souls, novo disco lançado este mês Pelo Iron Maiden. O álbum tem 92 minutos de música em 11 faixas e é o primeiro trabalho duplo gravado em estúdio pelo grupo. Também contará com a canção mais longa já feita por eles, “The Empire of the Clouds”, cuja duração é de 18 minutos.

O disco foi registrado no ano passado, em Paris, com o produtor Kevin "Caveman" Shirley, responsável pelos lançamentos do Maiden desde Brave New World, de 2000. A capa (acima) é de responsabilidade do artista Mark Wilkinson, envolvido anteriormente com a própria banda e também com Judas Priest e Marillion.

Show no Brasil

The Book of Souls nem tinha saído quando o Iron Maiden confirmou que virá ao Brasil com o álbum em 2016. A banda toca no país dois anos e meio depois de ter se apresentado no Rock in Rio (2013), e ainda não foram divulgadas as datas exatas (shows acontecerão em março) nem as cidades por onde a banda passará.

“Tears Of A Clown”, faixa do novo álbum do Iron Maiden, é dedicada a Robin Williams.

A turnê de The Book of Souls passará por 35 países espalhados por seis dos sete continentes do planeta, incluindo aparições inéditas pela China e por El Salvador. A volta começa em fevereiro, pelos Estados Unidos, e em seguida percorrerá a América Central, chegando à América do Sul. Oceania, África do Sul, Europa e Ásia também estão no roteiro. Apenas a gélida Antártida está fora dos planos da banda.