Para produzir o primeiro álbum solo, Branko passou por seis cidades em busca de parcerias

O DJ que integra o grupo Buraka Som Sistema esteve em São Paulo, na Cidade do Cabo, em Nova York, em Amsterdã e em Lisboa durante gravação de Atlas

Thiago Neves Publicado em 02/10/2015, às 14h25 - Atualizado em 06/10/2015, às 12h19

O DJ e produtor Branko.
Reprodução/ Facebook

Talvez inspirado pelo mito grego de Atlas, o DJ e produtor português Branko viajou seis cidades em busca de colaborações para o disco que leva o nome do personagem. A jornada do artistas é o tema da websérie Atlas Unfolded, que passou por São Paulo, Cidade do Cabo, Nova York, Amsterdã e Lisboa. No trajeto, o artista se reuniu com músicos das mais diferentes origens, buscando criar uma obra capaz de transmitir uma linguagem universal.

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Com alguns colaboradores, falando em vários idiomas, o membro do Buraka Som Sistema teve o difícil trabalho de unir referências em torno de uma linguagem unitária, mas, paradoxalmente, multicultural. “É um desafio ao mesmo tempo em que não é. Claro que, por se tratar de um projeto que acompanhei do início ao fim, ele é permeado por referências minhas, uma linguagem que me agrada”, explica Branko. “Os colaboradores deram ao disco uma perspectiva muito clara do que foi essa viagem. Nem tudo coube no registro, mas o resultado foi excelente.”

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Dentre os nomes presentes no disco estão DJ Stree, DJ Moorje, Daniel, Jori, J, Gino, Fellow, entre outros. Para o produtor, os encontros foram marcados pelo interesse comum dos artistas em expor a própria arte sob uma perspectiva global. “A música é universal, por mais que os gêneros variem, o fato que leva alguém a ser músico é o mesmo na maioria dos casos”, explica o DJ.

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No último episódio da série, Branko volta à sua cidade, Lisboa, na qual discute a presença de ritmos de matrizes africanas na capital portuguesa. Nascido em um bairro na periferia da cidade, o produtor conta que cresceu em contato com grande diversidade rítmica: “A música de Portugal recebe referências incomuns de algumas partes da Europa e isso me interessa muito”. “Foi uma volta pra cara. A série transmite bem essa sensação de retorno à casa que o disco busca, mas toda a viagem foi igualmente interessante”, completou o DJ.

Assista ao episódio de Atlas Unfolded em São Paulo