Parece ficção: conheça a atiradora soviética que matou mais de 300 nazistas

Lyudmilla Pavlichenko começou a treinar tiro aos 14 anos

Redação Publicado em 04/06/2020, às 11h10

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Lyudmilla Pavlichenko (Foto

A atiradora de elite soviética Lyudmilla Pavlichenko entrou para história durante a Segunda Guerra Mundial: ela matou 309 fascistas oficialmente, a maior parte formada por alemães. No entanto, diversas pessoas dizem que o número de mortes é bem maior e vai além de 500 óbitos. Até os dias de hoje, Pavlichenko é dita como franco-atiradora mais bem-sucedida da história. A história dela foi trazida pela Aventuras na História

Filha de um operário e uma camponesa, Lyudmilla Pavlichenko nasceu no dia 12 de julho de 1916, em Bila Tserkva, Ucrânia. Mais tarde, ela e a família se mudaram para Kiev, e logo aos 14 anos ela começou a treinar tiro em um clube. A atiradora chegou a trabalhar em uma casa de fundição de moedas, mas saiu do emprego após entrar na faculdade de História na Universidade de Kiev. Além disso, Pavlichenko fez também um mestrado.

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O início de Lyudmilla Pavlichenko nas forças armadas se deu quando ela entrou em um núcleo de treinamento a atiradoras do Exército Vermelho, e desenvolveu-se como sniper. Quando os nazistas invadiram a União Soviética, a atiradora se voluntariou para a guerra. Ela foi mandada à Divisão de Infantaria do Exército e queria entrar no campo de batalha, ou seja, pegar em armas.

Ela entrou para um grupo de cerca de duas mil atiradoras de elite em um dos exércitos europeus que possuíam, na época, com maior espaço para militares mulheres.

Pavlichenko então foi enviada para Belyayeyka, cidade de fronteira, e lá já conseguiu abater os primeiros nazistas. Pouco tempo depois, com os alemães em avanço, foi mandada para Odessa, Ucrânia. Em dois meses na cidade, atingiu a primeira centena de mortes.

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No entanto, no ano de 1942, os nazistas avançavam no território soviético e ela foi forçada a recuar. Lyudmilla Pavlichenko foi para um posto localizado no Mar Negro, no Cáucaso. Lá ela acabou transferida para Crimeia e foi promovida para tenente.

Porém, a atiradora de elite foi forçada a sair de campo após um ataque de morteiro no posto dela. Pavlichenko ficou um mês em custódia e afastada da guerra temporariamente. Então, ela foi designada como comissária diplomática dos soviéticos com Washington.

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Com o término da Segunda Guerra Mundial, Lyudmilla Pavlichenko se tornou bastante famosa e um ícone da propaganda de guerra da URSS. Além disso, ela foi declarada como Heroína Nacional e recebeu a Estrela de Ouro pelos serviços.

Anos depois do fim da guerra, Pavlichenko foi viver em Moscou, onde viveu até 1974, quando morreu os 58 anos em decorrência de um AVC. Ela foi enterrada no Cemitério Novodevichy e a sepultura dela recebe bastante visitas até os dias de hoje.

A vida dela virou filme, feito na Rússia e intitulado Batalha de Sevastopol (2015).

Para informações detalhadas sobre Lyudmilla Pavlichenko, acesse Aventuras na História.


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