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Paul McCartney: as 12 músicas mais “esquisitas” do ex-beatle

Redação Publicado em 30/10/2013, às 17h30 - Atualizado em 08/11/2013, às 23h08

Galeria –Paul McCartney esquisito – capa
AP

“Kreen-Akrore” (1970)

A última faixa da estreia de Paul solo é uma canção instrumental de quatro minutos de duração e nomeada por causa de uma tribo amazônica. Ela é decorara com guitarras, cantos de pássaros e algumas pitadas de harmonias vocais, mas, em grande parte, trata-se do ex-Beatle tocando bateria. Solos de bateria, aliás, sãos os motivos pelos quais todos nós amamos os discos dele, certo?


“Check My Machine” (1980)

Com o Wings próximo de chegar ao fim, Paul foi até a sua fazenda na Escócia e brinca no estúdio particular, criando música cheias de sintetizadores e experimentações que se tornariam McCartney II. Esta foi a primeira, embora tenha sido relegada a lado B. Começa com vozes sampleadas e uma batida de reggae em loping, com Macca manipulando a sua própria voz até parecer com um personagem de Alvin e os Esquilos.


“Wild Honey Pie” (1968)

Os discos dos Beatles chocavam com experimentalismos que, décadas depois, se tornaram familiares – o quarteto de cordas que acompanha Paul em “Yesterday”, por exemplo. Esta faixa de um minuto de Beatles (conhecido como Álbum Branco, porém, ainda soa bizarra. Paul relembra: “eu só queria fazer uma faixa curta e a enchi de harmonias, e harmonias sobre aquelas, e mais harmonias, e a esculpi com muito vibrato nas cortas, deixando-as enlouquecidas.”


“Mary Had a Little Lamb” (1972) (ano)

É sério: Paul McCartney e o Wings lançaram a sua própria versão desta canção de ninar. Como um single. As opiniões na época divergiam sobre os motivos que os levaram a fazer isso: realmente estavam tentando fazer rock para crianças, protestando contra a censura da BBC ou apenas brincando conosco.


“Thrillington” (1977)

Depois de fazer Ram, Paul regravou todo o disco com uma big-bang instrumental – mas ele não lançou até seis anos depois, sob o pseudônimo de Percy "Thrills" Thrillington. O texto divulgado para a imprensa, na época, descrevia o autor como um “quebra-cabeça tão complexo que ninguém possui todas as peças”. Paul manteve a atual identidade em segredo, até 1989, quando ele revelou tudo em uma coletiva. “Agora o mundo inteiro sabe!”, ele disse, ao interrogador. “Você estragou tudo!”


“Temporary Secretary” (1980)

Um insano grande momento de McCartney II. A faixa possui a melodia e versos clássicos de Paul – criados sobre uma música que parece ter sido extraída de um Nintendinho de 8 bits. Soa como se Paul estivesse tentando inventar o drum and bass.


“Nod Your Head” (2007)

A música final de Memory Almost Full é abarrotada de um groove psicodélico, explosões orquestrais, e muito mais. E tem tudo isso em menos de dois minutos.


“Famous Groupies” (1978)

O som desta faixa, que vem do disco London Town, do Wings, é bastante direto – um rock midtempo construído através de um violão acústico. A maior parte da letra é boba. Mas o que carimba o passaporte da música para a Bizarrolândia é o monólogo no fim: “Senhoras e senhores, elas são exemplos magníficos exemplos de beleza e luminosidade feminina, vindas diretamente das perambulações por todo o mundo para a borda deste magnífico proscênio. Senhoras e senhores, eu trago a vocês as famosas groupies!”


“Loup (1st Indian on the Moon)” (1973)

Uma faixa instrumental viajante de Red Rose Speedway traz a sensação de um homem de afogando no oceano, após a meia-noite, e apenas a linha de baixo para salvá-lo.


“Free Now” (2000)

Paul fez três discos de música eletrônica como o Firemen, uma colaboração com Youth (antigo baixista do Killing Joke). Mas o álbum Liverpool Sound Collage, que traz samples de Beatles, Super Furry Animals e pedestres aleatórios de Liverpool, talvez seja o melhor e mais forte deles. Com vocais sufocados, um groove implacável e ruídos, “Free Now” soa como uma transmissão vinda de outro planeta.


“All You Horseriders” (2011)

“Vamos para a cavalgada!” Incrivelmente, algumas faixas eram estranhas demais para McCartney II. Esta faixa, melhor descrita como um punk-boxino de sintetizadores, foi deixada de fora do disco (embora tenha surgido depois, como uma faixa bônus).


“Uncle Albert/Admiral Halsey” (1971)

Você talvez tenha crescido acostumando-se com isso ao longo dos anos, mas este é um dos singles mais estranhos a chegar no topo das paradas. A música traz vocais que parecem ter sido gravados com um megafone da polícia, um solo de fliscorne (instrumento de sopro), cerca de cinco diferentes sessões de jams reunidas juntas e um jeitão meio “cigano”. Mas o talento de Paul com melodias é tão poderoso que ele faz isso tudo funcionar. E o mundo canta com ele.