Pearl Jam: Ten e a popularização do rock alternativo no mainstream

Há 30 anos, o Pearl Jam lançava 'Ten', disco que - assim como Nevermind - impulsionou o rock alternativo em direção à massa

Itaici Brunetti Publicado em 27/08/2021, às 10h39 - Atualizado às 11h11

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Capa de 'Ten', do Pearl Jam (Foto: reprodução)

Em 27 de agosto de 1991, praticamente um mês antes do mundo ser impactado por Nevermind, do Nirvana, um outro disco surgiu para cravar o nome na história da música: Ten, primeiro trabalho do Pearl Jam. O debut não foi um sucesso imediato, no entanto, se tornou fundamental para a popularização do rock alternativo no mainstream. 

Com os singles - e hits incontestáveis - "Alive", "Even Flow" e "Jeremy", mais a balada de derreter corações roqueiros "Black", que não foi divulgada como single, mas obteve tamanho sucesso ao ponto de se tornar das mais preferidas dos fãs, Ten só foi alcançar o 2º lugar na parada da Billboard 200 no final de 1992, mais de um ano após o lançamento. Com isso, o álbum vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo.

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Como a história mostra, o Pearl Jam foi formado após o fim da banda Mother Love Bone - que contava com o baixista Jeff Ament e o guitarrista Stone Gossard - após a morte do vocalista Andrew Wood. Os dois músicos recrutaram o vocalista Eddie Vedder, o guitarrista Mike McCready e o baterista Dave Krusen em 1990, e gravaram um dos discos responsáveis pelo "boom" do movimento musical e cultural chamado grunge. 

Ten custou aos integrantes do Pearl Jam "apenas" 25 mil dólares (cerca de R$ 131 mil), revelou certa vez o baixista Jeff Ament em entrevista à revista Classic Rock. Mesmo assim, o valor foi um terço do que foi gasto com Apple, único álbum do Mother Love Bone, lançado em 1990. 

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Apostando em direções sonoras opostas à crueza e simplicidade do Nirvana, e da influência do heavy metal de Alice In Chains e Soundgarden, o Pearl Jam conquistou os adolescentes com músicas que surgiram de jam sessions carregadas de solos de guitarras e letras sobre depressão, desabrigados e abuso cantadas por Eddie Vedder.

Aliás, é a voz e as letras de Eddie Vedder que dão charme à música criada pelo Pearl Jam - sem desmerecer os músicos incríveis que fazem a diferença, cada um no seu quadrado e juntos ao mesmo tempo. É em canções como "Oceans", 'Even Flow", "Black", "Alive", "Porch" e "Garden" que o ex-segurança e frentista, que nada tinha a ver com o meio musical, mostra a que veio. E Vedder veio para fazer a diferença; tanto na música quanto no mundo ao lutar e apoiar causas humanitárias. 

Curiosidades

Duas curiosidades sobre as faixas de Ten é que "Even Flow", o hit mor do Pearl Jam, precisou de 70 takes para ser gravado. Os integrantes começaram a odiar um ao outro de tanto que a tocaram no estúdio, e mesmo assim a banda não gostou do resultado final que entrou no álbum. Já "Black" não foi lançada como single por resistência da banda; a princípio, a gravadora Epic a queria como uma das músicas de trabalho. 

No decorrer dos anos, Ten foi certificado 13 vezes platina pela RIAA (Associação Americana da Indústria de Gravação) nos Estados Unidos por suas vendas estrondosas e só não chegou ao número um da Billboard em 1992 por causa do pai de Miley Cyrus, Billy Ray Cyrus, que permaneceu no topo com Some Gave All por 17 semanas. 

Todavia, trinta anos após o lançamento, Ten continua a ser o disco de maior sucesso do Pearl Jam, e o mais amado pelos fãs e qualquer amante de música ao redor do mundo. Utilizando um termo de meme popular brasileiro: é um álbum que uniu todas as tribos. 

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