Por falta de insumos, Butantan diz não ter data para retomar produção de vacinas

Após reunião com laboratório Sinovac Biotech, presidente do Instituto Butantã disse não haver nova data de entrega dos insumos

Redação Publicado em 14/05/2021, às 11h19 - Atualizado às 11h22

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Vacinação contra a Covid-19 (Foto: David Greedy / Getty Images)

Após reunião com o laboratório Sinovac Biotech, que desenvolve a vacina na China, o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, disse não ter sido notificado de uma nova data de entrega dos insumos. Com a falta do produto, o instituto não tem previsão de quando deve retomar a produção da vacina CoronaVac. A informação é do UOL

Em entrevista coletiva realizada nesta manhã de sexta, 14, durante a entrega do último lote de mais de 1 milhão de doses da CoronaVac, Dimas Covas explicou que haverá atraso na programação de entrega de vacinas em maio e junho ao Ministério da Saúde.

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"O primeiro contrato foi cumprido com 12 dias de atraso, num volume de 46 milhões de doses. O segundo está em andamento. Foi assinado em fevereiro. Neste momento, o que se atrasa é a previsão", afirmou Dimas Covas e continuou: "Tínhamos a previsão de entregar 12 milhões de doses em maio, e seis milhões em junho. É uma programação que vai sofrer atraso."

A coordenadora do Controle de Doenças do Estado, Regiane de Paula, também ressaltou que haverá impacto no calendário de vacinação. Segundo ela, o ritmo poderá ser diminuído, mas a equipe não irá parar [de produzir vacinas]. "Esperamos que o governo federal se sensibilize. Estamos em situação muito difícil." exclamou Regiane

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De acordo com o UOL, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem colocado a culpa do atraso dos insumos no presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Recentemente, Bolsonaro fez alusão de que a China estaria promovendo uma "guerra química" para se beneficiar economicamente com a pandemia do coronavírus. 

"Há um entrave diplomático fruto de declarações desastrosas do governo federal. Isso gerou um bloqueio por parte do governo chinês", afirmou Doria e prosseguiu: "Faço apelo às autoridades chinesas. Estando em Brasília, na embaixada ou na chancelaria: os brasileiros não pensam como o Presidente da República. Os brasileiros agradecem a China por ajudar a salvar vidas."

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O Ministério das Relações Exteriores, no entanto, alega que os atrasos são causados pela alta demanda de vacinas da China, e que não há represália diplomática em relação o Brasil. 

Todas as informações são do UOL


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