Primeira cineasta mulher do Afeganistão é baleada em atentado

Saba Sahar sofreu o ataque na última terça, 25 de agosto

Redação Publicado em 28/08/2020, às 16h53

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Saba Sahar (Foto: Reprodução/Facebook)

Saba Sahar, 45 anos, a primeira mulher a dirigir filmes no Afeganistão, foi baleada em um atentado que visava matá-la, na última terça, 25 de agosto. As informações são do Terra

A cineasta e também atriz estava em uma viagem a trabalho ao ser abordada por três homens armados, que atiraram contra o carro, ainda em Cabul, capital do Afeganistão. De acordo com a BBC, via Terra, Sahar foi socorrida, levada ao hospital, e precisou passar por uma cirurgia, porém, não há informações sobre a gravidade da situação dela. 

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Dois seguranças, um motorista e uma criança estavam no carro com a cineasta no momento do ataque. Segundo as informações, via Terra, os seguranças foram baleados além de Sahar, enquanto o motorista e a criança não foram.

"Cheguei ao local e encontrei todos eles feridos. Ela recebeu os primeiros socorros e nós a transferimos para o hospital de emergência e depois para o hospital da polícia", disse Emal Zaki, marido de Sahar, à BBC, via Terra.

De acordo com as informações, por ser uma ativista de direitos das mulheres, Sahar sofria ameaças de fundamentalistas talibãs - estes proíbem a autonomia das mulheres em relação aos estudos e trabalhos. No entanto, até a publicação deste artigo, não há detalhes sobre quem são os responsáveis pelo ataque à cineasta. 

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Sahar é uma figura muito importante para o país, como ativista e personalidade cultural. Ela esteve à frente do documentário Traumfabrik Kabulque fala sobre a importância da luta das mulheres afegãs. Inclusive, em uma entrevista ao The Guardian, contou que recebia ameaças de morte através de ligações anônimas: "Eles me dizem para dizer adeus aos meus entes queridos, porque eu logo estarei morta."

A Anistia Internacional, após o ataque a Sahar, revelou sobre um preocupante aumento nos casos de violência contra afegãos culturais e ativistas. Isso tem acontecido principalmente depois que Donald Trump optou por um "acordo de paz" com os fundamentalistas os quais são “inimigos declarados dos direitos humanos”, como conta o Terra


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