Primeiras horas de SWU mostram um festival mais bem organizado do que o do ano passado

Há poucas filas e atrasos, mas a alimentação continua muito cara, funcionários seguem mal informados e a falta de sombra no espaço castigou o público na tarde deste sábado, 12

Stella Rodrigues Publicado em 12/11/2011, às 21h42 - Atualizado às 22h16

Durante mais de 50% da apresentação, Michael Franti fica próximo do público: ou descendo à grade, ou levando gente ao palco
Marcos Hermes/Divulgação

A primeira edição do SWU, realizada no ano passado, sofreu uma avalanche de críticas de diversos tipos: a comida era cara e difícil de ser conseguida, já que havia muita fila para tudo. Além disso, na primeira noite, a maior parte das lanchonetes simplesmente ficou sem comida ou água. Este ano, pelo menos nas primeiras horas de festival, alguns desses problemas pareceram estar sanados. Por todo o festival, mal havia filas tanto nas praças de alimentação quanto nos banheiros, que estão funcionando tão bem quanto banheiros químicos podem funcionar. Além disso, há ambulantes espalhados por todo o local para matar a sede, algo essencial em uma tarde com o calor que fez neste sábado, 12, em Paulínia.

Os produtos dos bem espalhados quiosques, contudo, continuam com preços abusivos de festival - nada muito diferente do Rock in Rio, por exemplo. Um pacotinho de pipoca sai por R$ 6, assim como a cerveja. Água, lata refrigerante e suco custam R$ 5. Uma novidade este ano é uma área dedicada inteiramente à alimentação vegetariana, algo que combina com a proposta do evento, mas que traz preços “salgados”. Uma minirefeição sai por volta de R$ 15. Entre as opções há hambúrguer de soja, yakissoba de vegetais e lachinhos como cupcakes (R$ 6).

Até este horário, a organização do SWU não divulgou dados a respeito de ocorrências policiais, tampouco sobre os casos que passaram pelos diversos ambulatórios. Essas informações serão tabuladas e divulgadas ao fim de cada dia, assim como a bilheteria, já que há ingressos sendo vendidos até o início do último show de cada noite.

Os funcionários não estão autorizados a informar a imprensa a respeito desses temas. Porém, em um dos postos, o enfermeiro de plantão contou que, até cerca de 19h, mais ou menos 80 pessoas passaram por ali. A maior parte dos casos era de insolação e desidratação, algo esperado para uma tarde de tanto sol e em um espaço sem nenhuma sombra. As estruturas para cadeirantes montadas perto de cada palco acabaram servindo para muita gente de abrigo do sol. Até mesmo as ambulâncias estacionadas ficavam cercadas de pessoas buscando um pouquinho de sombra. Houve também uma porcentagem de atendidos pelo posto em questão que foi levada para lá passando mal por ter consumido álcool em excesso.

Pouca informação

Algo que se manteve em relação ao ano passado é a falta de informação dos funcionários. A amplitude do espaço já está fazendo com que se ande mais de um lugar para o outro do que antes. Além disso, as chances de se receber uma informação equivocada de um funcionário e ir parar no lugar errado são grandes, especialmente na entrada, que, pelo menos neste primeiro dia, foi bem confusa.