Rolling Stone
Busca
Facebook Rolling StoneTwitter Rolling StoneInstagram Rolling StoneSpotify Rolling StoneYoutube Rolling StoneTiktok Rolling Stone

Primeiro hino de George Harrison sem os Beatles, "My Sweet Lord" foi processado por plágio e blasfêmia

Em 1976, o juiz Richard Owen decidiu que o guitarrista havia se inspirado na música "He's So Fine", das Chiffons

Redação Publicado em 13/11/2019, às 09h48

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
George Harrison (Foto: AP)
George Harrison (Foto: AP)

Com a separação dos Beatles no início dos anos 1970, cada integrante da banda começou a trilhar o próprio caminho. George Harrison, por sua vez, provou que também poderia ser um grande artista solo ao lançar faixas com letras inclusivas e provocativas.

Criado católico e convertido ao hinduísmo, a expressão mais famosa da espiritualidade de Harrison seria "My Sweet Lord", que incui abstenções contrastantes do termo judaico-cristão "Aleluia" - que significa "Louve a Deus" - e o termo hindu "Hare Krishna" - que representa a devoção ao Senhor Krishna.

+++ LEIA MAIS: Violino, LSD e deportação: 8 fatos curiosos sobre George Harrison, guitarrista dos Beatles [LISTA]

A princípio, o uso de tais terminologias foi recebido como incongruência e, até, blasfêmia. Mas, segundo o livro While My Guitar Gently Weeps, as escolhas líricas do guitarrista foram um apelo à espiritualidade sem intolerância.

Ainda, Harrison não havia percebido a semelhança notável entre "My Sweet Lord" e "He's So Fine", das Chiffons. Assim, de acordo com os portais AllMusic e Stereogum, a Bright Tunes o denunciou pela violação de direitos autorais.

+++ Por que Eric Clapton ficou nervoso em participar do White Album dos Beatles?

Harrison e o produtor Phil Spector tentaram reverter o processo, mas a empresa não estava interessada em resolver fora da justiça. Em 1976, o juiz Richard Owen decidiu que o guitarrista havia, sim, plagiado "He's So Fine" - mesmo sem querer.

O ex-Beatle foi então forçado a reembolsar 75% do dinheiro que ele ganhou com "My Sweet Lord" e uma parcela da receita do disco All Things Must Pass, totalizando cerca de US$ 1,6 milhão.