Primeiro-ministro russo pede que integrantes do Pussy Riot sejam liberadas

Apesar de discordar das atitudes da banda, Dmitry Medvedev entende que o tempo na prisão já foi mais do que o suficiente

Rolling Stone EUA Publicado em 13/09/2012, às 10h34 - Atualizado às 14h08

Pussy Riot
AP

O primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev mostrou simpatia pelas integrantes aprisionadas do Pussy Riot durante uma reunião regional do partido governante Rússia Unida, na última quarta-feira, 12, reportou o jornal Wall Street Journal. Ele entende que a sentença de prisão de dois anos é excessiva. “O período é muito pesado. Eu diria que é um fardo terrível”, disse Medvedev em entrevista televisionada.

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“Eu não quero ocupar o lugar do juiz, mas o tempo que elas cumpriram já foi, essencialmente, mais do que suficiente para elas pensarem no que aconteceu, quer seja pela própria estupidez ou qualquer outra razão.”

Medvedev também disse que acredita que a suspensão da sentença, incluindo os seis meses que as mulheres já cumpriram, seria o suficiente. “Prolongar o tempo telas na prisão neste caso parece ser improdutivo”, disse ele. Ainda assim, o primeiro-ministro disse que estava “nauseado” pelos atos do grupo e a “histeria” causada por elas.

As três integrantes do Pussy Riot recorreram das suas condenações por vandalismo, depois de uma "oração punk" em uma catedral contra o presidente russo Vladimir Putin. Outras saíram da Rússia para escapar da prisão. O grupo recentemente publicou um vídeo agradecendo Madonna, Björk, Green Day, Red Hot Chili Peppers e outros artistas pelo apoio público enquanto queimava um pôster com o rosto de Putin.