A Heineken transformou o Rock in Rio 2017 em uma experiência de música e Rio de Janeiro

Roteiro da marca incluiu shows de samba, festa de hip-hop, uma trilha pelo morro Dois Irmãos e até a descida de tirolesa no festival

Lucas Brêda, do Rio de Janeiro Publicado em 04/10/2017, às 17h57 - Atualizado em 06/10/2017, às 12h14

Rock in Rio 2017: sol na cara
Marcos Hermes

Pontos turísticos, bares, restaurantes e uma seleção de shows tão estrelada quanto aguardada. Quem foi ao Rio de Janeiro a partir da segunda semana até o fim de setembro deste ano vivenciou uma cidade ainda mais ocupada e animada: o Rock in Rio novamente reuniu centenas de milhares de pessoas que não só vibraram com as atrações musicais, mas também vivenciaram a Cidade Maravilhosa.

Como todo bom festival, o Rock in Rio evoca o clima de “festa” entre amigos. Para a edição de 2017, a Heineken – patrocinadora oficial do megaevento – convocou influenciadores e artistas (Giovanna Ferrarezi, Cat Dealers, Federico Devito, David Sabbag, da Banda Uó) para uma experiência única pelo Rio de Janeiro. O roteiro incluiu uma festa de hip-hop/funk, uma trilha até a visão estonteante em cima do morro Dois Irmãos e um show de samba, antes de ser amarrado com o lounge da marca no festival.

A primeira parada foi a Fosfobox, uma casa noturna na região de Copacabana que não chega a ser tradicional, mas já está estabelecida há anos na noite carioca. Na ocasião pré-Rock in Rio, o DJ convidado foi KL Jay, responsável pelas pick-ups no Racionais MC’s e uma lenda viva no ofício. Um público heterogêneo e bastante animado ocupou o andar subterrâneo – colorido e iluminado – do clube, dançando com uma seleção musical que foi de Rihanna ao single recém-lançados rapper baiano Baco Exu do Blues, passando por Kendrick Lamar, sem discriminação.

No dia seguinte, a grande surpresa foi o cancelamento de uma das grandes atrações do Rock in Rio, Lady Gaga, que se apresentaria no primeiro dia e alegou sofrer com dores. A decepção dos fãs era perceptível pela cidade, permeada de chapéus rosa do disco Joanne (2016) e outros adereços da cantora pop. No bonde da Heineken, contudo, a festa não podia parar: era dia de ver uma apresentação de samba como pede a história de um dos berços do gênero no mundo.

O ponto escolhido foi o Rio Scenarium, bar, restaurante e casa de shows de decoração antiga – remetendo ao Brasil dos últimos séculos, com adereços recuperados de famílias tradicionais, de bonecos e objetos a sofás, quadros e toda a decoração – e um charme clássico. Localizado em plena Lapa, o estabelecimento recebeu Dora Vergueiro, cantora filha de Carlinhos Vergueiro há anos conhecida na cena do samba – tendo convivido desde pequena com nomes como Chico Buarque e João Nogueira, entre outras lendas – e Batoré, MC do ConeCrewDiretoria. Juntos, eles revezaram rimas inéditas e refrãos conhecidos, em um show que exaltou a intersecção entre samba e hip-hop: a origem urbana, a força das batidas e a poesia de linguagem popular.

Antes do primeiro dia de shows, ainda houve uma trilha desafiadora, mas de vista recompensadora pelo morro Dois Irmãos. Ao fim do pouco menos de 1h de caminhada e subida pela vegetação da região, foi possível ver a Baía de Guanabara, o Cristo Redentor e as praias da cidade de uma altura invejável. No topo do morro, o Davi Sabbag, da Banda Uó, até cantou alguns versos ao violão com outra atração musical do passeio: Tom Rezende. Eles até mandaram umas músicas d’O Rappa, mas divertiram os presentes mesmo com uma versão bastante descontraída e acústica do hit “K.O.”, de Pabllo Vittar.

Quando o Rock in Rio, todo mundo já estava no clima. O primeiro dia até poderia ser mais animado – afinal, o público estava ali era para ver Lady Gaga –, mas, do primeiro sábado em diante, o ambiente foi de festa. A participação de Pabllo Vittar na apresentação da Fergie foi um estrondo, assim como a entrega de Justin Timberlake, os hits dos anos 1980 do Tears For Fears e do Pet Shop Boys, a emoção de Alicia Keys e teve até o Maroon 5 cantando “Garota de Ipanema”. As guitarras soaram mais alto para a “maratona” de 3h de Guns N’ Roses, o gogó afiado de Steven Tyler (com o Aerosmith), o funk-rock maluco do Red Hot Chili Peppers, o boa pinta Bon Jovi, e emo saudoso do Fall Out Boy, entre muitos outros.

A posição também era privilegiada. Os convidados da Heineken puderam assistir aos shows do lounge da marca, localizado aos fundos do público do palco Mundo – onde aconteceram as principais performances –, com uma vista de cima da plateia. Dentro do camarote, cheio de famosos e artistas, uma banda animou os intervalos entre shows, e o espaço ofereceu o chopp perfeito – tirando por especialistas holandeses – da marca, além de refeições preparadas cada dia por um chef diferente (e sempre com opções vegetarianas). O grupo que tocou no lounge foi chamado de Star Band, tendo sido exclusivamente para a ocasião. Eles até receberam alguns artistas que estavam no local para performances colaborativas, como Davi Sabbag cantando "I Feel Good", clássico de James Brown, e o hit recente "Uptown Funk", de Bruno Mars com Mark Ronson.

Ainda foi possível descer de tirolesa logo em frente ao palco. A atração, também da Heineken, é praticamente uma marca registrada do Rock in Rio. Jared Leto, que havia descido no meio do show do Thirty Seconds to Mars em 2013, repetiu o ato este ano, obviamente, levando os fãs da banda à loucura. Quem fez o trajeto, ainda pôde beber um chopp da marca e ganhar um gole d’água. Aliás, a Heineken ajudou a se manter hidratado enquanto reciclava no festival: quem juntasse copos descartáveis poderia trocá-los por um copo personalizado – e ainda beber um copo d’água.

Ao fim da experiência, as pernas cansadas já eram evidência, assim como as lembranças inesquecíveis do período.

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