“Quero fazer música eletrônica para ver e ouvir”, diz Little Boots

Cantora “multitarefa” se apresenta no Planeta Terra Festival, em São Paulo, neste sábado, 20

Lucas Reginato Publicado em 19/10/2012, às 17h29 - Atualizado às 17h30

Little Boots
Divulgação

Victoria Hesketh, de 28 anos, surgiu para o mundo da música antes mesmo de lançar, em 2009, seu primeiro álbum, Hands - já era conhecida com suas versões inusitadas de canções alheias e refrões pegajosos. Conhecida como Little Boots, que segundo ela, “era um apelido que um amigo deu por causa dos pés pequenos”, a artista se aproxima de lançar o há muito prometido segundo disco. Embora ela não confirme, ele deve sair até o fim deste ano. Antes, no entanto, Little Boots faz sua primeira passagem pelo Brasil, onde se apresenta no Planeta Terra Festival, em São Paulo.

Enquanto está no palco você toca vários instrumentos e ao mesmo tempo canta e interage com o público. Você nunca ficou confusa?

Sim, com certeza! Às vezes as palavras simplesmente desaparecem da minha mente mesmo que eu já tenha cantado as canções centenas de vezes. Ou às vezes percebo que estou tocando alguma coisa errada, ou algo assim. Mas eu sempre fui “multitarefa”, desde mais jovem, sempre tive uma grande imaginação e gostei de fazer muitas coisas ao mesmo tempo sem ficar parada.

Qual seu principal objetivo quando você está no palco?

Eu quero transmitir as canções e o que eu sou como artista de uma forma animada, tanto visualmente como musicalmente. Eu quero fazer música eletrônica para ver e ouvir. Eu sempre quis colocar as pessoas para dançar e esquecer suas preocupações, só curtir a música e o momento em que estão.

Você se vê como parte de uma geração? Quem são os artistas contemporâneos com quem você se identifica?

Eu acredito que exista muita música boa no momento e as pessoas têm cada vez mais derrubado barreiras - especialmente na música eletrônica. Alguns dos meus artistas favoritos no momento são Totally Enormous Extinct Dinosaurs, Grimes, Jessie Ware, John Talabot... coisas assim!

O que você pode nos contar sobre seu novo álbum? O que muda desde o primeiro CD? Quando ele será lançado? Pode nos falar o nome?

O novo álbum está demorando porque queria fazer direito. Eu acho que é menos comercial que o primeiro e menos produzido – não tanto como um retrocesso, mas influenciado por gêneros antigos, como disco e house, mas não exatamente derivado disto. Eu passei algum tempo fazendo do jeito que queria então estou trabalhando nos últimos detalhes e ele será lançado em breve. Não posso falar o nome ainda!

Você fez um bem-sucedido primeiro álbum e todo mundo está esperando pelo seu próximo trabalho. A expectativa do público te aflige de alguma forma?

De alguma forma, sim, mas eu acho que foi mais difícil fazer o primeiro álbum, porque existia muita pressão e expectativa de diferentes pessoas. Desta vez a pressão vem mais de mim mesma, para fazer algo de que eu realmente me orgulhe. Estou dando os retoques finais na produção agora, então, aguardem que o processo acabará em breve, eu prometo!

O que você espera do Brasil? Como você imagina que seu show será aqui?

Eu estou ansiosa para tocar no Brasil, pelo menos eu tenho recebido muitas mensagens dos fãs. Então, é ótimo que vou finalmente ter a oportunidade de tocar para eles! Estamos animados para explorar São Paulo, aprender um pouco da cultura brasileira e encontrar um monte de brasileiros queridos!

Veja abaixo a programação do Planeta Terra Festival:

Main Stage

15h15 – Mallu Magalhães

16h45 – Best Coast

18h30 – Suede

20h15 – Garbage

22h – Kings of Leon

Indie Stage

13h50 - Madrid

15h00 - Banda Uo

16h15 - Little Boots

17h45 - The Maccaabees

19h15 - Azealia Banks

20h45 - The Drums

22h15 - Gossip

20 de outubro

Jockey Club - Avenida Lineu de Paula Machado, 1263, Cidade Jardim - São Paulo

R$ 330