Quincy Jones processa espólio de Michael Jackson

O lendário produtor afirma que houve quebra de contrato e pede milhões em prejuízo e royalties devidos

Rolling Stone EUA Publicado em 26/10/2013, às 15h45 - Atualizado às 16h49

Michael Jackson
Doug Pizac/AP

Quincy Jones entrou com um processo contra o espólio de Michael Jackson no qual pede milhões relativos a royalties de projetos lançados após a morte do cantor. O lendário produtor afirma que a forma como o trabalho de Jackson foi usado em This Is It, tanto no filme quando na trilha sonora, lançada em disco, assim como as produções do Cirque du Soleil baseadas na obra de Michael Jackson e a edição de 25 anos de Bad envolvem quebra de contrato. Jones incluiu a Sony Music Entertainment, dona do selo de Jackson, a Epic Records, no processo.

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De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, o produtor alega que as gravações máster das músicas nas quais ele trabalhou foram remixadas e editadas de forma que ele não fosse incluso no compartilhamento dos lucros a que teria direito e que estavam garantidos nos contratos que ele assinou com Jackson nas décadas de 70 e 80. Jones diz que, segundo esses acordos, ele deveria ter sido a primeira opção de produtor para reeditar e remixar qualquer gravação máster na qual estivesse creditado como produtor, assim como também deveria receber compensações extras caso o material original fosse alterado.

Em 25 de junho de 2009, o mundo perdeu a maior estrela pop que já existiu: Michael Jackson. Relembre a trajetória do astro, dos tempos de Jackson 5 aos ensaios para a temporada de shows This Is It, em grandes reportagens da Rolling Stone.

Quincy Jones produziu três álbuns de enorme sucesso para Jackson: Off the Wall (1979), Thriller (1982) e Bad (1987). Quando o cantor morreu em 2009, a Columbia Pictures lançou o filme This Is It, que documentou os preparativos de Jackson para uma vindoura turnê – que nunca aconteceu. O filme e a trilha dele incluem canções como "Don’t Stop 'Til You Get Enough", "Thriller", "Beat It" e "Billy Jean". O Cirque du Soleil, posteriormente, usou uma seleção parecida de clássicos de Jackson na produção de 2011 Michael Jackson: The Immortal Tour e na de 2013 Michael Jackson: One.

Jones pede pelo menos US$ 10 milhões por quebra de contrato e por royalties devidos, taxas de remix e compensação por não ter sido creditado.

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Howard Weitzman, advogado do espólio de Jackson, divulgou um comunicado em resposta. "O espólio de Michael Jackson ficou triste ao saber que Quincy Jones entrou na justiça pedindo dinheiro”, diz o texto. “Até onde sabemos, o senhor Jones tem sido compensado corretamente há aproximadamente 35 anos pelo trabalho que fez ao lado de Michael."