Rage Against The Machine critica intervenção dos EUA no Afeganistão: 'Guerra vil e racista'

Rage Against The Machine acusa EUA de gastar US$ 2,3 trilhões na Guerra do Afeganistão que poderiam ser usados para outros fins

Redação Publicado em 30/08/2021, às 12h35 - Atualizado às 12h41

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Zack de la Rocha, Tim Commerford e Tom Morello do Rage Against The Machine (Foto: AP Photo/Branimir Kvartuc)

Através das redes sociais, a banda norte-americana Rage Against The Machine criticou o envolvimento militar dos Estados Unidos no Afeganistão, que está sob cerco do Talibã atualmente. O grupo comparou a guerra no Afeganistão com a invasão ao Iraque, classificando ambas como "vil e racista."

Pelo Instagram, o Rage Against The Machine escreveu: "A guerra no Afeganistão sempre foi considerada como a 'boa guerra' enquanto a invasão ao Iraque era vista como um 'erro.' Ambas as guerras imperiais não eram nada além de vil e racista. Depois de 20 anos, a guerra mais longa da história dos EUA levou à morte centenas de milhares de afegãos e deslocou mais 5,3 milhões, causando trauma e tristeza incalculáveis."

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A banda do guitarrista Tom Morello e do vocalista Zack de la Rocha continuou: "Os EUA gastaram US$ 2,3 trilhões do dinheiro do contribuinte na guerra do Afeganistão - fundos que poderiam ter sido gastos em saúde, educação e meio ambiente, mas que foram para as indústrias privadas que lucram com a guerra." 

O grupo finalizou: "A grande mídia está repetindo os mesmos tropos usados para justificar uma invasão ilegal há 20 anos. Pouco ou nenhum tempo está sendo gasto discutindo as 4 décadas de intervenção imperial dos EUA que reduziram esta nação a escombros. As vítimas do império dos EUA vêm soando o alarme há muito tempo. Sempre que ouvimos os tambores da guerra batendo, devemos fechá-los."

 
 
 
 
 
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Situação no Afeganistão

Nesta segunda, 30, o aeroporto na capital do Afeganistão, Kabul, foi atacado com cinco foguetes. O local reúne milhares de pessoas que querem evacuar do país até dia 31 — prazo estabelecido pelo Talibã.

Ninguém foi ferido no ataque porque os EUA interceptaram os foguetes por meio de um sistema antimíssil instalado pelos militares norte-americanos no aeroporto. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, mas as suspeitas recaem sobre o Isis-K, braço do Estado Islâmico responsável por explosões nos arredores do aeroporto na quinta, 26.

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