Rejeição de Bolsonaro chega a 63%, aponta pesquisa

Segundo o levantamento da CNT/MDA, a rejeição de Bolsonaro alcançou o maior índice desde a primeira pesquisa, realizada em fevereiro de 2019

Redação Publicado em 06/07/2021, às 09h59

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

A pesquisa CNT/MDA divulgada na segunda, 5 de julho, apontou um aumento na rejeição de Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo o levantamento, que apresentou simulações das eleições de 2022, 63% reprovam o governo atual.

Em meio aos escândalos de corrupção e irregularidades nas compras de vacinas contra Covid-19, o levantamento indica que 63% dos entrevistados não votariam no atual presidente “de jeito nenhum”. Quanto a Lula (PT), 44,5% dos participantes da pesquisa disseram não votar no petista de jeito nenhum.

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Segundo o site Infomoney, a pesquisa também questionou qual seria o fator mais importante para as eleições de 2022. 41,1% disseram que o mais relevante seria Bolsonaro não ser reeleito, enquanto 27,7% falaram o mesmo de Lula. 21,2% não falaram nenhuma das opções.

Caso o primeiro turno ocorresse hoje, segundo o UOL, a pesquisa indica que Lula teria 41,3% dos votos válidos contra 26,6% de Bolsonaro. Em um segundo turno, o petista ganharia de 43,2% a 33,7%.

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Sistema eleitoral brasileiro

A pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) junto ao Instituto MDA também questionou os entrevistados sobre as urnas eletrônicas. Jair Bolsonaro (sem partido) argumenta que o sistema eleitoral brasileiro é fraudulento, e defende o voto impresso auditável.

Entre os participantes da pesquisa, 32,9% disseram ter confiança elevada no sistema de urnas eletrônicas, 30,8% manifestaram confiança moderada, 15,8% confiança baixa e 18,7% nenhuma confiança.

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Ainda, 58% dos entrevistados disseram ser favoráveis à impressão do voto para gerar mais confiança nos resultados. Outros 34,9% se posicionaram contra a mudança no sistema eleitoral porque já funcionaria bem.

Para a realização da pesquisa, o Instituto MDA realizou 2002 entrevistas presenciais entre 1º e 3 de julho de 2021 em 137 cidades de 25 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

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