Reverente ao hard rock em sua forma mais pura, banda paulistana Monodrive lança segundo EP no Manifesto, em São Paulo

Banda faz um hard rock de raiz com letras sobre relacionamentos e dilemas pessoais

Redação Publicado em 08/10/2017, às 15h26 - Atualizado às 23h37

Monodrive
Divulgação

Vestindo uma camiseta do Guns N’ Roses, Alexandre Gidaro, vocalista da Monodrive, logo de início deixou claro a que veio a banda paulistana. O quarteto subiu ao palco do Manifesto para apresentar seu segundo EP, Volume 2, que chegará às plataformas digitais em breve. Formada também por Allan Fernandes, guitarrista que tem Eddie Van Halen como a maior influência, o baixista Eduardo Rod (que acaba de se juntar ao grupo) e o baterista Alexandre Maebashi, o Monodrive abriu a noite do último sábado, 7, no famoso bar roqueiro da capital paulista. A data ainda traria bandas com covers de Judas Priest e Metallica.

A performance começou com as quatro faixas do novíssimo trabalho: “Águas Passadas”, “Mais uma Vez”, “Pra te Agradar” e “Quando Ela Vem”. As canções, em geral, tratam de relacionamentos, assim como “Três se Der” e “Na Estrada, duas das três canções do primeiro EP, Na Estrada (2015), que fizeram parte do show.

“Elas são sobre relacionamentos e dilemas pessoais, mas sempre buscando a história da superação, de acreditar em si mesmo”, definiu Gidaro posteriormente, conversando com a reportagem do camarim. “O rock é um pouco isso. Enquanto todo mundo fala que ele não tem espaço e que está em uma descendente, ao passo que todos os outros gêneros crescem... a gente fazer um rock como esse é exatamente isso [superação].”

A exceção é a faixa “Me Engana”, também do primeiro EP. “Essa música tem a ver com o momento que passamos no país hoje, apesar de ter sido escrita há muito tempo. As coisas ainda não mudaram, mas quem sabe não mudam?”, questionou o vocalista antes de começar a executar a canção, a autoral mais comemorada pelo público, que encheu a casa durante a apresentação, mesmo ela sendo a de abertura. A letra fala sobre se deixar enganar sem oferecer qualquer resistência.

“O rock também tem esse papel de manifestar opinião, se posicionar politicamente”, disse o frontman em entrevista. “Tivemos vários movimentos do rock que fizeram isso, e mesmo a gente sendo uma banda de hard rock, tem momentos em que é preciso olhar para o que acontece no nosso dia a dia e se posicionar.”

Os 40 minutos de show chegaram ao fim com a energia lá no alto graças às covers de “Back in Black” (AC/DC) e “Welcome to the Jungle” (Guns N’ Roses), os sons “que trouxeram a gente até aqui”, conforme apresentou o líder do grupo.

O show e o papo com os integrantes deixaram bem claro que o “monodrive” da banda, ou seja, a força principal que a move, é ter muito respeito pelo rock autêntico e puro pelo qual os integrantes são influenciados. “O grande lance do Monodrive é misturar canções bem melódicas com refrãos trabalhados, mas fáceis de cantar”, explica Gidaro. “São músicas vibrantes, mas com uma energia diferente, algo que no rock nacional é muito raro de ouvir. Isso sem perder as nossas referências, a essência, os sons que trouxeram a gente até aqui.”

“É uma via”, complementa Allan Fernandes. “Nunca quisemos ficar nessa de misturar tudo, colocar eletrônico etc. Não! A gente toca rock and roll, com influências de hard rock, e é isso.”