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Alcoólatra com o fim dos Beatles, Ringo Starr só superou o vício ao voltar aos palcos

“Essa ideia de que o músico precisa ficar doidão mudou”, contou o baterista dos Beatles

Redação Publicado em 18/03/2019, às 08h37

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Ringo Starr no evento de combate a vícios Facing Addiction (Foto:Evan Agostini/Invision/AP)

Em entrevista à Rolling Stone EUA, Ringo Starr contou um pouco sobre os anos de sua vida que seguiram o término dos Beatles, em 1970, e as dificuldades que enfrentou nesse período.

Ele revelou ter sido nesta fase que encontrou o fundo do poço por causa do alcoolismo. “No começo eu tinha muito medo. Eu não conseguia fazer nada se não estivesse bêbado”, revelou.

“Eu não conseguia tocar sóbrio, mas também não conseguia quando estava embriagado. Então acabei em uma clínica de reabilitação e, lá, foi como se uma luz acendesse e me dissesse ‘Você é um músico, e é bom nisso’.”

E foi pouco tempo depois disso que ele formou, em 1989, a Ringo Starr’s All-Starr Band, atitude que representou a mudança crucial para voltar a tocar e viver. “Muitos dos integrantes da banda não estavam sóbrios. Cada um usava alguma coisa, mas fizemos acontecer. Para mim, música é isso. ”

E completou: “Me livrei da loucura por um, dois anos, e agora é assim que vivo. É uma forma normal de vida, e me divirto muito assim.”

Quando questionado sobre as diferentes atitudes em relação ao álcool e drogas em diferentes gerações, Ringo acha que o cenário atual é otimista: “muitos artistas novos não usam nada. Essa ideia de que o músico precisa ficar doidão mudou. Acho que essa nova era está mais limpa. Acho que o ato de rebelião deles é ficar sóbrio.”

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