Rita Lee: Fatos marcantes que transformaram a 'ovelha negra' em Rainha do Rock

Cantora completa 73 anos nesta quinta-feira, 31 de dezembro

Redação Publicado em 31/12/2020, às 08h10

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Rita Lee (Foto: Reprodução / Instagram)

Em 31 de dezembro de 1947 nascia Rita Lee, cantora, compositora e escritora que anos mais tarde viria a ser consagrada pelo público como a Rainha do Rock Brasileiro, além de ter se tornado uma das mulheres mais influentes do país. 

Paulistana de pai inglês e mãe italiana, e apaixonada por James Dean e Beatles, Rita Lee mostrou que as mulheres podem - e devem - se destacar lindamente em um gênero musical que, nas décadas anteriores, era praticamente dominado por homens, o rock n' roll. 

Seja no início de carreira com Os Mutantes, posteriormente com o grupo Tutti-Frutti, ou em carreira solo ao lado de Roberto de Carvalho, a cantora brilhou como artista e levou a sua grandeza para a vida pessoal, na qual hoje é vista como exemplar unindo paz, amor e arte.  

Para celebrar os 73 anos que completa nesta quinta-feira, relembramos alguns momentos e fatos marcantes da vida de Rita, que a transformaram de 'ovelha negra' em Rainha do Rock. Confira: 

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Os Mutantes

Após ser backing vocal do Tulio's Trio, um pianista que imitava Ray Charles, e integrar os primeiros grupos musicais na adolescência, Teenage Singers, Six Sided Rockers e Os Seis, Rita Lee montou Os Bruxos com os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, que posteriormente se tornou Os Mutantes. 

Como é sabido, o grupo fez parte do tropicalismo que fazia a cabeça dos brasileiros no final da década de 1960 e escreveu história na música nacional e internacional. Suas obras são citadas como referências por nomes como David Byrne, Beck, Sean Lennon (filho de John Lennon) e Devendra Banhart, entre muitos outros.

Com os Mutantes, Rita gravou seis álbuns durante seis anos, de 1966 a 1972, e foi casada com Arnaldo Baptista, que a expulsou do grupo em decorrência do fim do relacionamento deles, e também por incompatibilidade musical. 


Tutti- Frutti

Amante de música e de fazer música ao vivo, Rita não poderia desistir da carreira tão cedo e, em 1974, montou o grupo Tutti-Frutti no qual gravou quatro álbuns entre 1974 e 1978. A canção Ovelha Negra, um dos maiores hits de sua carreira, está no disco Fruto Proibido, de 1975. 

Foi nessa época que a musicista conheceu o multi-instrumentista carioca Roberto de Carvalho. Além de terem iniciado uma parceria musical, engataram um romance que dura até hoje, sendo visto como um dos maiores exemplos de que o amor existe.

Logo depois, grávida de Roberto, Rita foi presa durante a ditadura militar acusada por porte de maconha, sendo que ela tinha alegado que não usava mais drogas devido à gravidez. Sua prisão foi domiciliar. 


 Carreira solo de sucesso

Desde a época dos Mutantes que Rita gostava de se aventurar solo e gravou os álbuns Build Up, em 1970, e Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas, em 1972. E, com a sua saída do Tutti-Frutti em 1979, ficou fácil se jogar em carreira solo. 

Sempre em parceria com Roberto, seu amado e fiel companheiro de composições, lançaram 16 discos de inéditas, sendo que muitos deles foram sucessos de venda emplacando hits pop radiofônicos que dominaram a década de 1970 e 1980, como Mania de Você, Chega Mais, Doce Vampiro e Lança Perfume

Em 1995, Rita abriu os shows dos Rolling Stones no Brasil e, em 1998, no auge dos famosos acústicos criados pela MTV Brasil, lançou o seu próprio Acústico MTV, que se tornou mais um sucesso na carreira. 


Rita na TV

Apaixonada pelo programa Jovem Guarda da TV Record, exibido na década de 1960, Rita também se mostrou se virar muito bem diante das câmeras se aventurando em programas televisivos no decorrer da vida. 

Em 1991, a cantora estreou o TVleezão, na MTV Brasil. De 2002 a 2004, foi uma das primeiras co-apresentadoras do Saia Justa, na GNT, programa que está no ar até hoje.

Além disso, Rita participou de inúmeras novelas da Globo, como Top Model, em 1989,Vamp, em 1991,Celebridade, em 2003, e no remake de Ti Ti Ti, em 2010. Ela também atuou em episódios dos programas humorísticos Os Trapalhões, em 1977, e Sai de Baixo, em 1997.  


Aposentadoria e vida simples

Sua aposentadoria dos palcos foi anunciada em janeiro de 2012, e seu último show aconteceu no Festival de Verão de Sergipe, que terminou em polêmica quando, depois da apresentação, Rita precisou ir à delegacia prestar depoimento por ter se revoltado com uma ação policial agressiva com o seu público. 

Desde então, vive reclusa e na maior tranquilidade com o marido Roberto de Carvalho e seus animaizinhos de estimação em um sítio no interior de São Paulo. Por anos, se manteve longe dos holofotes e recentemente voltou a dar entrevistas, participar de programas de televisão (via videoconferências) e se mantém ativa no Instagram. 

Em 2016, contou a sua história no livro Rita Lee: Uma Autobiografia(Globo Livros) em que, em tom humorado, narra as suas aventuras pelo mundo da música e dá detalhes de sua infância e adolescência como, por exemplo, o chocante e revoltante capítulo em que foi abusada sexualmente quando criança. 

 
 
 
 
 
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