Roberta Medina nega problemas no Rock in Rio, mas promete melhorias

Organizadora diz que segurança foi reforçada e questões técnicas serão solucionadas

Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro Publicado em 25/09/2011, às 18h55 - Atualizado às 19h19

Roberta e Roberto Medina
Carolina Vianna

Roberta Medina, a vice-presidente do Rock in Rio, prometeu melhorias para o evento nos próximos dias – mas também negou os problemas apontados por parte do público. “Nosso maior desafio é ir melhorando as coisas a cada dia”, contou à Rolling Stone Brasil neste domingo. “A logística tem que ser sempre a coisa que dá mais trabalho. Estamos atendendo a cem mil pessoas.”

Ela citou como exemplo a rede de fastfood Bob’s, cujos pontos de venda na Cidade do Rock tiveram longas filas (e chegaram a ficar sem comida neste primeiro fim de semana). “É o maior operador e está deficitário. Eles estão trabalhando para aumentar a agilidade do atendimento. Sabemos que um dos problemas é a contratação de mão de obra temporária, que não se compromete, não está habituada com a dinâmica, porque não trabalham nas lojas. São coisas que estamos consertando.”

O espaço entre os shows, durante esta semana, será essencial para ajudar a solucionar algumas questões, segundo a organizadora. “Segunda, terça e quarta são dias de ajustar e afinar as pontinhas soltas”, disse. Ela aproveitou para minimizar os problemas de segurança. “A diferença do primeiro para o segundo dia foi brutal. A história dos furtos, que é algo que a própria polícia questiona, porque não necessariamente foram furtos – já que as pessoas largam bolsas no canto e vão pular com a banda.”

Segundo a Polícia Militar, cerca de 120 registros de furto e extravio foram registrados só no primeiro dia de evento, sexta, 23. “A gente já está com centenas de documentos e carteiras perdidas, chegam duas sacolas por dia de coisas perdidas. De qualquer forma, aumentamos o número de seguranças.” Segundo Roberta, agora o Rock in Rio tem 60 homens a mais trabalhando no terreno, incluindo seguranças à paisana. Ela negou que a área externa do evento tenha sofrido um arrastão no dia de estreia, como noticiaram vários veículos cariocas. “Não teve. Pode ter acontecido de uma ou outra pessoa ter sido assaltada, mas não teve arrastão.”

O difícil acesso à Cidade do Rock – só é possível chegar até o local andando, já que os acessos são fechados - é outra questão. “Tenho ouvido que o transporte tem sido de primeiro mundo, como o povo diz. A saída tem sido absolutamente pacífica e tranquila. Tem saído todo mundo bem.” Na noite do sábado, a multidão de dezenas de milhares de pessoas acumulada na saída ficou vários minutos parada, já que o espaço para se sair do lugar é limitado.