Pulse

Roger Waters toca clássico do Pink Floyd em apoio a jornalista preso em Londres

Julian Assange, fundador do Wikileaks, enfrenta guerra política entre Suécia, Reino Unido, Equador e Estados Unidos há quase uma década

Redação Publicado em 03/09/2019, às 14h59

None
Roger Waters (GDA / AP Images)

Roger Waters tocou nesta segunda, 2, em uma manifestação em apoio a Julian Assange, fundador do Wikileaks que encontra-se preso em Londres, local da performance. “Estamos com você. Libertem Julian Assange,” disse o músico para uma plateia de cerca de 500 pessoas. A performance aconteceu em frente ao Home Office, entidade britânica responsável por questões de imigração e segurança. 

Em seguida, tocou o clássico “Wish You Were Here,” do Pink Floyd. O título da canção pode ser traduzido para “gostaria que você estivesse aqui.” Waters também afirmou que Assange fica trancado “23 horas por dia.”

+++ LEIA MAIS: Roger Waters tentou convencer Milton Nascimento a cancelar show em Israel e foi ignorado 

“Como podemos nos colocar no lugar de Julian Assange e seu confinamento na solitária, ou aquela criança na Síria ou na Palestina ou Rohingya sendo explodida em pedaços por pessoas que estão neste prédio aqui,” contestou o músico, apontando para o Home Office. “Isso chama-se empatia, e é a coisa mais valiosa que um ser humano pode ter em sua vida.”

Atualmente, Assange encontra-se preso em Londres depois de uma luta política de nove anos. Em 2010, a Suécia emitiu um mandado de prisão do jornalista - as suspeitas eram de agressão e estupro contra uma mulher sueca. O dono da Wikileaks negou e afirmou que não poderia ser preso, pois isso acarretaria na sua extradição para os Estados Unidos - onde seria julgado pelos vazamentos de documentos do governo. 

+++ LEIA MAIS: Vocalista do Disturbed critica Roger Waters "e seus amigos nazistas" por boicote à Israel 

O jornalista se entregou à polícia britânica em 2010, e ficou preso por dez dias - saiu sob fiança. Em 2012, sua contestação do processo falhou, e ele fugiu (violando os termos de fiança) e pediu asilo político ao Equador. Morou na embaixada britânica do país até o início de 2019, quando foi preso pelas autoridades do Reino Unido - e encontra-se agora em Londres, local em que Roger Waters fez a manifestação. Assista:


+++ A playlist da Drik Barbosa - De Emicida a Erykah Badu