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Roman Polanski agradece apoio contra extradição

Cineasta dá sua primeira declaração pública pós-prisão sobre caso de pedofilia em carta aberta ao intelectual Bernard-Henri-Lévy

Da redação Publicado em 28/12/2009, às 12h30

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O cineasta franco-polonês Roman Polanski, detido em setembro na Suíça sob acusação de ter tido relações sexuais com uma garota de 13 anos em 1977, agradeceu o apoio do público em carta aberta ao intelectual francês Bernard-Henri Lévy.

No que é sua primeira declaração pública sobre o caso após a prisão, Polanksi se diz emocionado com as mensagens de simpatia que recebeu "de todo o mundo".

Declarou: "Gostaria que cada um [dos apoiadores] soubessem o quão encorajador é, quando se está trancado em uma cela, ouvir o murmúrio de vozes humanas e de solidariedade no correio da manhã. Nos momentos mais sombrios, cada uma dessas notas tem sido uma fonte de conforto e esperança, e elas continuam a ser diante de minha atual situação".

Com 76 anos, o diretor, solto sob fiança no começo do mês (ele está, agora, em prisão domiciliar), passa a temporada de fim de ano ao lado da família, em uma estação de esqui alpina. Autoridades do país devem anunciar a decisão de extraditar ou não Polanski para os Estados Unidos, de onde ele fugiu em 1978 para escapar das acusações, no começo de 2010. Na época, ele - que se declarou culpado do crime - acreditava que seria condenado a 50 anos de prisão, embora seus advogados estivessem negociando redução de pena.

Entre os artistas que assinaram uma petição contrária à extradição estão Martin Scorsese e David Lynch.