Ronnie Wood fala sobre abuso de drogas e a vitalidade inesgotável dos Rolling Stones: "Nada pode nos parar"

Em entrevista, o guitarrista detalhou as loucuras pelas quais conseguiu sobreviver, "Não consigo acreditar que ainda estou aqui"

Redação Publicado em 11/11/2019, às 09h02

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Ronnie Wood se apresentando no Hall da Fama do Rock em 2012 (Foto: AP Photo/Tony Dejak)

No último sábado, 9, o site Daily Mail publicou uma longa e detalhada entrevista com Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, na qual o músico falou sobre os anos de abuso de drogas, "sobrevivência do mais adaptado", a inesgotável vitalidade que ainda impulsiona a banda e até relembrou do dia em que recusou entrar para o Led Zeppelin.

"Não consigo acreditar que ainda estou aqui", admitiu. "Cocaína, heroína, álcool, freebase [fumar cocaína pura], eu experimentei tudo, mas o cigarro é o mais difícil de parar. Eu fui até o precipício e olhei lá para baixo, mas nunca me deixei cair. Até nos meus dias mais insanos eu sabia quando parar."

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Ele disse também que sempre se sentiu inclinado a buscar loucuras: "Eu sempre arrisquei muito, e fazer isso me dava prazer. [...] No começo era álcool, depois drogas. Não me arrependo de nada." E explicou o motivo de não se arrepender: "Teve um efeito na música – tudo fazia parte do som. Era a jornada. Você precisava atravessar isso para chegar lá."

Wood também falou sobre os procedimentos médicos pelos quais todos os integrantes dos Rolling Stones já passaram.

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"Charli [Watts] teve câncer de garganta [em 2004], Keith [Richards] fez cirurgia no cérebro [em 2006], eu com os meus pulmões [ele removeu lesões cancerígenas em 2017], e aí foi a vez do coração do Mick [Jagger, que precisou fazer uma cirurgia emergencial este ano]", e completou com confiança: "Nada pode nos parar. Sobrevivência do mais adaptado. Não vamos parar."

E surpreendentemente, ele até se lembrou de quando recusou o convite para se tornar um dos integrantes do Led Zeppelin. A resposta dele à convocação? "Não posso me juntar a esse bando de fazendeiros".