Sarah Paulson e Awkwafina são duas das oito ladras que tentam roubar o Met Gala no spinoff Oito Mulheres e Um Segredo

“Gosto do clima de camaradagem entre os personagens originais e é ótimo levar isso para um grupo de mulheres”, diz Sarah

Redação Publicado em 22/06/2018, às 19h13 - Atualizado às 19h18

As protagonistas do filme Oito Mulheres e Um Segredo
Reprodução

Se for para se meter em encrenca, que seja em ótima companhia. Mais especificamente, ao lado de grandes estrelas do cinema e da música, como Sandra Bullock, Cate Blanchett, Mindy Kaling, Awkwafina, Rihanna e Helena Bonham Carter. Sarah Paulson (da série American Crime Story e do filme The Post: A Guerra Secreta) é o oitavo elemento de Oito Mulheres e Um Segredo, spinoff feminino do sucesso de bilheteria Onze Homens e Um Segredo (2001), que por sua vez é um remake do filme de mesmo nome de 1960. O longa traz Debbie Ocean (Sandra), irmã de Danny Ocean, que conhecemos nos filmes masculinos, reunindo uma equipe para roubar uma joia de Daphne Kluger (Anne Hathaway) durante o famoso jantar beneficente Met Gala, em Nova York.

O longa é mais um título a entrar na onda dos remakes e derivados com elenco feminino substituindo o masculino. A tendência, ao mesmo tempo que agrada e avança as intenções hollywoodianas de se tornar um ambiente mais igualitário e justo com as atrizes, também gera comentários vitriólicos na internet, mesmo que estejamos em pleno 2018. “É irritante”, diz Sarah. “Acho que as pessoas são criaturas de hábito e não gostam de ser desafiadas ou tiradas da zona de conforto. Mas o único jeito de encorajar uma nova maneira de pensar é expondo essa maneira ao mundo”, reflete. “Somos mais da metade da população, nossa presença nesse gênero de cinema, que geralmente é dominado por homens, só pode ser uma coisa boa.”

Sarah, ou melhor, a personagem dela, Tammy, contribui para essa equipe de mulheres tão finas quanto bandidas como uma espécie de “meio-campo”, “alguém que faz a ponte entre vendedor e comprador”, conforme conta. “Ela era parceira da personagem da Sandra, mas saiu desse mundo e virou dona de casa. Mesmo na nova vida, continuou aplicando um golpe modesto, mas com esse trabalho ela sai da aposentadoria.”

Já a rapper e atriz Awkwafina, que dá vida à ladra “dedos leves” Constance, diz que sua personagem é muito “única e autêntica”. “Já vimos muitas batedoras de carteira, mas nunca antes vimos uma Constance”, afirma. “Ela é do Queens, como eu, e foi muito legal poder interpretar alguém com a mesma origem que a minha”, afirma a atriz, que se formou em Estudos Femininos – algo que fica evidente em todos os trabalhos de Awkwafina, tanto na música como na cinema e na TV. A artista concorda com a colega de elenco a respeito das mensagens de ódio que o elenco recebeu ao “converter” a franquia Homens e Segredo em Mulheres e Segredo. “É uma porcentagem pequena de pessoas, e elas têm medo da mudança. Tudo que foge da narrativa tradicional assusta e confunde. Eu acho que nesses casos a melhor coisa a fazer é filtrar esse tipo de comentário e ouvir o tanto de coisas boas que estão chegando das outras pessoas. Tem também uma quantidade arrasadora de amor ao filme também.”

Fã tanto do Met Gala, ao qual foi algumas vezes, quanto de Onze Homens e Um Segredo – e de suas continuações, Doze Homens e Um Segredo (2004) e Treze Homens e Um Segredo (2007) –, Sarah está animada de participar de uma revolução na qualidade de papeis femininos. “Gosto do clima de camaradagem entre os personagens originais e é ótimo levar isso para um grupo de mulheres. Além disso, foi divertido ter tido a chance de apoiar uma grande causa nesse jantar extraordinário e glamoroso, e depois vê-lo recriado tão fielmente e poder cometer um crime no evento.”

Awkwafina reforça o aspecto da diversão que há em fazer uma loucura assim, mesmo que de mentira. “É ótimo porque é mais ou menos como um filme de super-herói, se você for ver tudo que essas mulheres fazem. Uma pessoa normal não teria o estofo para promover um roubo desses. Um assalto desse nível é uma coisa muito insana de se fazer”, afirma. “E o que gosto é que as pessoas torcem por elas porque os conceitos de ‘bom’ e ‘mau’ estão bastante abertos para interpretação.”