Scott Stapp, líder do Creed, se tratou do transtorno bipolar e agora é uma personalidade da música e da TV

A volta por cima televisionada de um artista que ganhou manchetes, recentemente, da forma mais indesejada possível

Andy Greene Publicado em 16/11/2015, às 10h00

Por motivos de saúde, Scott Stapp cancela vinda ao país

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Em novembro do ano passado, Scott Stapp ligou para a escola do filho para dar uma notícia chocante: “Descobri que o núcleo do Estado Islâmico está dentro da minha própria família”, afirmou em uma mensagem de voz. A ligação, que Stapp, de 42 anos, nunca explicou, foi um dos incidentes mais perturbadores em uma série de comportamentos erráticos e paranoicos do líder do Creed – tão problemáticos que sua esposa, Jaclyn, exigiu que ele saísse de casa. Stapp passou cerca de um mês dirigindo a esmo pelos Estados Unidos e postando vídeos sem sentido no Facebook. Em um telefonema, mais ou menos na mesma época, sugeriu que a vida dele estava em perigo. Profundamente preocupada, Jaclyn ligou para o serviço de emergência. “Ele acha que faz parte da CIA”, disse ao atendente. “E que tem de assassinar o Obama.”

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No começo dos anos 2000, a mensagem cristã do Creed e o carisma de “Messias sem camisa” encarnado por Stapp ajudaram a banda a vender 50 milhões de discos. No entanto, seu abuso de álcool e drogas levou ao término da banda depois de Full Circle (2009). Stapp, que tem transtorno bipolar, foi colocado involuntariamente em uma instituição psiquiátrica no fim do ano passado. Após o tratamento, que incluiu medicamentos para controlar a doença, foi liberado e, pouco depois, ele e Jaclyn fizeram as pazes.

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Ele manteve silêncio sobre o assunto até outubro, quando estreou no canal VH1 norte-americano a sexta temporada do reality show Couples Therapy (sem previsão de estreia no Brasil). Para ele, o programa é uma oportunidade de provar ao mundo que seu surto – que atribui a uma combinação de antidepressivos e medicamentos não receitados – ficou no passado. Também quer explicar a conversa sobre assassinar Obama, que lhe rendeu uma visita do Serviço Secreto. “No meu estado delirante, achei que Obama estava em perigo e tentei salvá-lo”, conta Stapp. “E a coisa toda foi distorcida. É impossível dar uma explicação razoável a alguém que está sofrendo delírios e alucinações.” Em Couples Therapy, ele e Jaclyn batem de frente com outros casais com quem dividem a casa, e tentam restabelecer os laços matrimoniais. Tudo sob vigilância das câmeras 24 horas por dia. “Passamos pela situação publicamente, então por que não continuar com isso publicamente?”

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Stapp planeja lançar uma turnê solo, ano que vem, e espera que o Creed se reúna em algum momento. “Encontrei com eles por acaso em Orlando. Acabamos ficando na piscina por três horas, botando a conversa em dia. Espero que voltemos ao estúdio no futuro.”