“Precisamos lembrar dela não com tristeza, mas do legado que ela deixou como apresentadora e como mulher”, diz Britto Jr.

Apresentador relembra com carinho a grande dama da TV, que morreu na última madrugada após sofrer uma parada cardíaca

Stella Rodrigues Publicado em 29/09/2012, às 16h30 - Atualizado às 17h18

Hebe Camargo
Divulgação/Manuela Escarpa

Britto Jr. lembrou com carinho da grande apresentadora e mulher que foi Hebe Camargo, que morreu na madrugada deste sábado, 29, após sofrer uma parada cardíaca. “É claro que todo mundo vai falar que ficou triste com a notícia. Mas ela estava com 83 anos e lutando duramente contra uma doença. Precisamos lembrar dela não com tristeza, mas do legado que ela deixou como apresentadora e como mulher”, refletiu ele em entrevista à Rolling Stone Brasil.

“Hebe viveu todas as fases. Ela pegou uma época machista, em que as mulheres não tinham espaço, não podiam fazer nada. E já nessa época ela conquistou o espaço dela. E pegou uma época depois, também. Faz parte da história da TV e da mulher”, completou.

Por causa disso tudo, Britto concluiu que nunca ninguém poderá ocupar o lugar dela. “Hebe é insubstituível. Ninguém nunca vai ter o sorriso, a simpatia, o histórico. Ela faz parte do grupo restrito de pessoas que fizeram a TV brasileira. Em 1950, quando a TV começou no Brasil, ela já estava lá.”

Outra memória marcante do apresentador é a forma como Hebe, mesmo lutando conta um câncer, sempre se manteve positiva: “Você nunca viu essa mulher se queixando de dor, de sofrimento, estava sempre sorrindo, de bem com a vida”.

Agora que Hebe estava feliz de estar de volta ao SBT, Britto também ficou contente por ela, mas complementou: “Na verdade, a casa da Hebe era onde estivesse essa grande estrela da TV brasileira. Não importava o canal, a gente via porque era ela, essa grande entrevistadora. Sempre foi um privilégio ser convidado para o programa e para sentar no sofá da Hebe”.