Série protagonizada pelo ator que fez Steven Hyde, na série That ‘70s Show, estreia nesta quinta, 7

Ashton Kutcher e outros atores de That ‘70s Show fazem participações na atração; leia entrevista com o protagonista, Danny Masterson

Stella Rodrigues Publicado em 07/03/2013, às 18h39 - Atualizado às 19h21

Danny Masterson
Divulgação

Eles marcaram a história da TV. Hyde, Fez, Jackie, Donna, Forman e Kelso passaram horas naquele porão. Mais precisamente, oito temporadas e 200 episódios, conforme lembra Danny Masterson, intérprete do carismático Steven Hyde.

Desde o fim da série, em 2006, Danny fez filmes e pontas na TV, mas não tinha voltado a protagonizar nada na telinha até Men at Work, que estreia no Brasil, no canal Comedy Central, nesta quinta, 7, às 20h.

A série conta a história de Milo, que tem seu coração partido pela namorada depois de anos de relacionamento e precisa reaprender a conhecer mulheres. O show foi criado pelo ator Breckin Meyer, principiante nesta função, mas roteirista de Frango Robô desde a primeira temporada e, também, um dos protagonistas da série Franklin & Bash. Danny contou à Rolling Stone Brasil que conhece Breckin há duas décadas, desde que se mudou para Los Angeles, e estava procurando há algum tempo uma oportunidade de voltar para a TV.

“É importante para mim ter um bom escritor, alguém que eu sei que vai colocar bons diálogos na minha boca”, diz, afirmando que é ótima a sensação de ter um outro ator escrevendo suas falas. “É bom não ter que discutir com os roteiristas e ter que explicar para eles a razão de você não poder dizer isso ou aquilo. Ele encena tudo conforme vai escrevendo.”

A história é baseada na vida de Breckin, que namorava havia muito tempo, crendo que o relacionamento seria para sempre, mas que foi surpreso com a notícia de que estava sendo deixado. “Fazia anos que ele não ia a encontros, não sabia mais como funcionava. Os três amigos da série são baseados nos três melhores amigos dele. Ele reproduz as histórias de encontros desastrosos e os conselhos que ouviu desses caras, os erros que repetiu várias vezes. Mas acho que queria uma versão mais bonita dele para interpretá-lo na série, então me chamou”, brinca Danny, que gosta do personagem porque tanto ele próprio quanto seu lendário Hyde são muito diferentes de Milo.

Para os fãs de That ‘70s show, Men at Work mata um pouco da saudade. Logo na primeira temporada há duas participações. “Laura Prepon [intérprete de Donna] e eu começamos a namorar em um episódio. Em outro, estou saindo com uma menina maluca que depois se interesse pelo personagem de Wilmer Valderrama [Fez]. Na segunda temporada, Ashton [Kutcher, o Kelso] faz um bad boy.”

E sim, isso quer dizer que a turma toda continua bastante amiga. “Nos encontramos sempre, nos reunimos no fim de semana para ver futebol na TV. São como meus irmãos e irmãs”, diz ele, contando que sempre que está na mesma cidade com seus ocupados colegas de trabalho, lista que ainda inclui a agora über famosa Mila Kunis, os encontra para jantar e bater papo – provavelmente em um dos restaurantes de alta classe dos quais Danny é dono. Nada mais de filar comida na casa de Forman e fazer a mesma coisa semana após semana, como cantava a música de abertura de That ‘70s show. “Amo o personagem e a série, sinto muito orgulho. Não é para qualquer série durar oito anos e ter 200 episódios. O que fizeram naquela série foi inovador.”

Entre os filmes e participações televisivas dos últimos anos, Danny encaixou na rotina atividades bem interessantes. Conforme ele explica, tem uma tendência a ficar entediado, então, se mantém ocupado. É investidor de restaurantes – no auge, era coproprietário de 13 estabelecimentos e sustenta atualmente uma curiosidade pela gastronomia brasileira –, DJ, dono de lojas e ainda arruma tempo para gerenciar a Gulf Coast Detoxification Project, projeto ligado à cientologia (seguida por Masterson) que, segundo o criador do culto L. Ron Hubbard, ajuda a curar vítimas de vazamentos de óleo e outros desastres químicos de forma alternativa.

“Quando não estou atuando é quando tenho tempo de cair na estrada como DJ. Não gosto de ficar entediado”, diz ele, que rodou as duas primeiras temporadas de Men at Work uma seguida da outra, na segunda metade do ano passado, depois emendou as filmagens de Killing Winston Jones por dois meses. Nesse meio tempo viajou para discotecar em festas e agora se prepara para rodar a terceira temporada da série, sendo que a segunda chega à TV norte-americana no mês que vem.