Serviço Secreto dos Estados Unidos interrogou Eminem sobre letras ameaçadoras contra Trump

Os dados foram obtidos recentemente pelo Buzzfeed News a partir da Lei de Liberdade da Informação

Redação Publicado em 25/10/2019, às 09h57

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Montagem com Donald Trump (Foto: AP Photo/Alex Brandon) e Eminem (Foto: Evan Agostini/AP)

Segundo os documentos obtidos pelo Buzzfeed News a partir da Lei de Acesso à Informação, Marshall Mathers - mais conhecido como Eminem ou Slim Shady - foi interrogado por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos após o lançamento da música "Framed", em 2017, na qual o rapper ataca o presidente Donald Trump e sua filha, Ivanka Trump.

O relatório recebido pelo Serviço Secreto sinalizou as letras "inapropriadas" sobre o político, bem como letras "ameaçadoras" sobre Ivanka, como motivo de preocupação. ("O Pato Donald está aqui, tem um caminhãozinho de brinquedo no quintal / Mas como a Ivanka Trump tá no porta-malas do meu carro?")

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A entrevista foi realizada no dia 16 de janeiro de 2018, com a presença de Eminem e seus representantes legais. Aparentemente, a defesa conseguiu convencer os agentes de que o rapper não representava uma ameaça plausível ao presidente ou à família dele, pois o Serviço Secreto determinou que "o caso não seria encaminhado" a um promotor.

A visita foi estimulada pela ligação de um "cidadão preocupado" - que era, na verdade, um repórter do TMZ

Posteriormente, em "The Ringer", faixa de abertura do álbum Kamikaze (2018), Slim Shady mencionou que Trump acompanhava seus versos de protesto: “Mas eu sei que pelo menos ele ouviu isso / Porque o agente laranja acabou de enviar o Serviço Secreto / Para me encontrar pessoalmente para ver se realmente penso em machucá-lo / Ou perguntar se estou ligado a terroristas / eu disse: 'Somente quando trata de tinta e letristas."

Escute "The Ringer" abaixo: