Soldado condenado por vazar informações ao WikiLeaks será tema de filme

Bradley Manning enfrenta 22 acusações e pode ser sentenciado a ficar 136 anos na prisão

Redação Publicado em 31/07/2013, às 11h51 - Atualizado às 12h19

Bradley Manning
Patrick Semansky/AP

Hollywood já planeja um filme sobre Bradley Manning, soldado norte-americano preso e processado por divulgar informações sigilosas. De acordo com a Variety, o documentarista vencedor do Oscar Alex Gibney e o produtor Marc Shmuger já estão procurando por escritores para adaptar o livro de Denver Nicks, Private: Bradley Manning, WikiLeaks and the Biggest Exposure of Official Secrets in American History, em roteiro para um filme.

Consequência da Coragem: Bradley Manning foi um soldado gay atormentado que expôs os segredos mais profundos do exército norte-americano – e está pagando um alto preço desde então.

Manning, um soldado raso do exército dos Estados unidos foi acionado por 22 duas acusações criminais por enviar documentos sigilosos ao WikiLeaks, foi julgado nesta terça-feira, 30. Ele foi considerado inocente da acusação mais grave, a de ajudar o inimigo, e culpado em todas as outras ações, incluindo por espionagem e roubo.

“Eu espero que a juíza Lind seja tolerante na sentença, levando em consideração as intenções de Manning, a disposição dele em assumir a responsabilidade pelos próprios atos e pelo escandaloso e abusivo tratamento vindo das mãos da administração de Obama”, disse o diretor Alex Gibney em resposta ao veredicto.

Gibney e Shmuger já fizeram um filme envolvendo Manning: o documentário We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks, estreado durante o festival Sundance.

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A proposta de se filmar um drama com a história de Maning é mais um dos projetos de filme relacionados ao WikiLeaks que está a caminho. Estrelado por Benedict Cumberbatch, The Fifth Estate é um retrato de uma organização que foi criticada por Assange como “massivo ataque de propaganda”.

A fase de sentenças de Manning está marcada para começar nesta quarta-feira, 31. Ele pode ser condenado a até 136 anos de prisão, embora seja bastante improvável que isso ocorra.