Star Wars: 4 erros que a Lucasfilm não pode mais cometer nos próximos filmes

Se A Ascensão Skywalker serviu para alguma coisa, foi para ensinar ao estúdio que algumas das escolhas repetidas ao longo da franquia devem ser deixadas para trás

Redação Publicado em 07/01/2020, às 13h57

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Cena de Star Wars: A Ascensão Skywalker (Foto: Divulgação)

Depois de muita expectativa e a promessa de encerrar toda uma saga, A Ascensão Skywalker chegou aos cinemas, e infelizmente toda aquela confiança com a qual o filme foi divulgado acabou por parecer bem exagerada, e não agradou muito aos fãs que acompanham a franquia há anos.

Todo fim de era precisa gerar reflexão, para que o período que se encerra tenha, ao menos, ensinado lições e mostrado pontos fortes que podem ser mais desenvolvidos no futuro, e também elementos que não funcionaram, e o questionamento de por que não funcionaram.

Com isso em mente, destacamos quatro pontos que a Disney e a Lucasfilm devem levar em consideração para que o futuro de Star Wars não seja um grande fracasso como foi esse nono capítulo da história.

Voltar apenas quando tiver algo novo para contar

É bem perceptível como a franquia se tornou, depois de todos esses anos, repetitiva e até desinteressante quando o assunto é a trama que empurra  e move (nem sempre para frente) o destino dos personagens.

Então depois de três trilogias que contam basicamente a mesma história, o melhor seria dar um tempo e voltar aos cinemas apenas quando a equipe criativa tiver uma história de fato original para contar, e não vontade de ganhar dinheiro.

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A própria Kathleen Kennedy, produtora de Star Wars, falou sobre isso em uma entrevista à Rolling Stone EUA: "Era muito importante para o George [Lucas] que essas histórias realmente significassem algo, que tivessem alguma coisa para dizer, e que tivessem uma essência emocional de verdade".


Seguir os passos da série The Mandalorian

The Mandalorian, produção original da Disney+ é um sucesso absoluto não apenas por ser situada em um universo conhecido e querido pelos fãs da franquia, mas provavelmente por seguir um caminho consideravelmente diferente dos filmes.

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A série não apenas inovou ao inserir caractrerísticas icônicas do universo Star Wars em diferentes gêneros, mas também optou por fugir da fórmula batida Império X Resistência e se distanciar quase que por completo de personagens já conhecidos.

Em outras palavras, a trama não gira em torno do famigerado fan service. Ao invés disso, esses momentos criados para o deleite de quem acompanha Star Wars há anos são inseridos na trama com moderação e espaçamento, e não fucionam como força motora.


Dar espaço para criadores com ideias originais

Infelizmente, a própria Lucasfilm é culpada por tanta repetição nas histórias Star Wars. A produtora, de certo modo, fecha as portas para diretores e roteiristas com ideias mais arriscadas e que fujam do caminho seguro.

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Dessa forma, acabam por priorizar criadores que apresentam histórias inofensivas e que não apresentem oposição alguma àquilo que os fãs querem ver de novo e de novo.

Na mesma entrevista à Rolling Stone EUA mencionada anteriormente, Kathleen também contou que o estúdio leva muito em consideração a resposta dos fãs: "Nós olhamos para isso como um tipo de parceria".


Deixar morto quem já morreu (spoilers!!)

A Ascensão Skywalker, terceiro e último filme da nova trilogia, é um ótimo exemplo de como momentos impactantes podem facilmente perder a potência com apenas uma decisão ruim. Nesse caso, reviver personagens que morreram não apenas brinca com os sentimentos dos fãs, mas também anula instantaneamente o impacto e o peso de qualquer consequência derivada da morte do personagem.

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Fazer isso é o equivalente a encerrar uma história maluca com o famoso "e então ele acordou ofegante".

E o nono episódio de Star Wars é repleto de coisas assim. Rey é ressucitada, Babu Frik sobrevive à destruição de Kijimi, a memória de C-3PO é restaurada e Chewbacca também não morreu de verdade.

Para que fugir de acontecimentos que tenham impactos reais na história?


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