Suicídio dispara em meio à quarentena contra coronavírus - felizmente, busca por ajuda também

Um estudo em Michigan mostrou aumento de mais de 30% nos casos de suicídio; linha direta de prevenção cresceu 800%

Redação Publicado em 01/05/2020, às 15h56

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Michael Hutchence (Foto: Fairfax Media via Getty Images)

Além das 235 mil mortes mundiais pelo coronavírus, existe um número invisível da doença: o aumento do suicídio. De acordo com um estudo em Michigan e divulgado pelo Loudwire, o índice de pessoas que se matam cresceu 32% durante a quarentena.

O estudo da Pine Rest Christian Mental Health Services acompanha o número de suicídios e os analisa com números obtidos pós-SARS, doença similar, em Hong Kong. Lá, o aumento foi de 31,7% nos dois anos seguintes ao surto.

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O grupo de maior risco de suicídio são trabalhadores essenciais e profissionais da saúde, que trabalham na linha de frente na luta contra o coronavírus. O principal motivo é Transtorno Pós-Traumático. Nos EUA, duas enfermeiras se suicidaram no mesmo dia, alegando trauma.

A venda de álcool também cresceu no estado do estudo (41%), assim como o consumo de maconha, que dobrou. Outros riscos são insônia, acesso fácil a armas, violência doméstica e isolamento extremo.

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Patrick J. Kennedy, militante na causa da saúde mental e ex-congressista dos EUA, disse ao Metro Nashville Network que o número de ligações para linhas telefônicas contra suicídio cresceu 800%.

No Brasil, para ajudar pessoas com pensamentos suicidas, há o Centro de Valorização da Vida. Pode ser encontrado no telefone 188 ou no site https://www.cvv.org.br/.