Taylor Swift libera o disco 1989 para streaming na Apple Music

“Caso vocês estejam pensando que este é um daqueles acordos exclusivos que a Apple faz com artistas, não é”, tuitou a cantora

Rolling Stone EUA Publicado em 25/06/2015, às 16h56 - Atualizado às 17h45

Os Melhores Discos Internacionais de 2014- Taylor Swift

Ver Galeria
(3 imagens)

Taylor Swift colocará o álbum dela 1989 para streaming na Apple Music após uma curta, porém efetiva, discussão pública com a gigante empresa de tecnologia sobre um pagamento justo aos artistas.

Taylor Swift critica Apple, empresa recua e decide pagar artistas.

“Caso vocês estejam pensando que este é um daqueles acordos exclusivos que a Apple faz com outros artistas, não é”, tuitou a cantora. “Esta é, simplesmente, a primeira vez que eu senti que era certo fazer streaming do meu álbum. Obrigado, Apple, por sua mudança de coração.”

Taylor promoveu esta “mudança de coração” com uma postagem no Tumblr vastamente divulgada, na qual ela critica a decisão da Apple de não pagar todos os direitos autorais a artistas e músicos durante o período experimental gratuito de três meses do serviço. À época, ela disse que deixaria 1989 fora da Apple Music, assim como fez com outros serviços de streaming.

Fotógrafo acusa Taylor Swift de não pagar direitos.

Por mais que Taylor – segundo ela mesma – não fosse afetada pela falta de pagamento de direitos, “isto se trata dos novos artistas ou bandas que acabaram de lançar o primeiro single e não serão pagos pelo sucesso deles”, conforme escreveu a cantora.

Por razões semelhantes, a Apple Music não tem conseguido garantir acordos de licença com diversas gravadoras independentes, tais quais XL e Matador, ambas integrantes do grupo Beggars.

Google Play Music lança serviço gratuito e com anúncios.

Menos de um dia depois da carta abeta aberta de Taylor, a Apple reverteu sua decisão, com o vice-presidente sênior Eddy Cue tuitando: “Nós os ouvimos @taylorswift13 e artistas independentes. Com amor, Apple”. Na última quarta, 24, o grupo Beggars, outros selos independentes e a organização de direitos digitais Merlin Network finalmente concordaram com os termos da Apple.

“Isto é muito simples — se os artistas acreditam que não estamos pagando, porque não estamos pagando por isso diretamente, e havia uma maneira indireta que negociamos, e aquilo não funciona, então queremos consertar”, disse Cue à Rolling Stone EUA. “Queremos que isso seja a coisa certa para os artistas.”