Tim Hoey, do Cut Copy, fala sobre os shows no Brasil

"Acredito que veremos muita interação dos fãs com a banda o tempo todo", afirma o guitarrista da banda australiana, que se apresenta no Rio de Janeiro e em São Paulo

Por Stella Rodrigues Publicado em 03/06/2011, às 15h49

Cut Copy virá ao Brasil na próxima semana para dois shows
Divulgação

Semana que vem tem electropop australiano desembarcando no Brasil para fazer o público de São Paulo e do Rio de Janeiro dançar. O Cut Copy vem ao país para duas apresentações: no dia 9, passa pelo Circo Voador, no Rio, antes de chegar a São Paulo, na data seguinte, para uma performance no HSBC Brasil.

Antes da primeira vinda do quarteto ao país, o guitarrista e responsável pelos samplers Tim Hoey conversou por telefone com a Rolling Stone Brasil. Apressado e lembrando sempre que estava atrasado para uma passagem de som, Hoey foi sucinto em suas respostas, mas demonstrou-se genuinamente empolgado com os shows brasileiros, que fazem parte da divulgação de Zonoscope, álbum lançado em fevereiro deste ano. O disco tem levado a banda para passear pelo mundo todo, muito mais do que o trabalho anterior. Bem, "passear" talvez não seja um termo justo, já que a maratona de shows tem sido intensa, incluindo uma passagem pelo gigante Coachella Festival, em abril. Mesmo o foco do giro sendo Zonoscope, o músico garante que, no Brasil, os fãs dos outros discos não sairão decepcionados. "Vai ter um pouco de tudo. Como é nossa primeira vez aí, queremos dar ao público a oportunidade de ouvir as músicas dos outros discos. Mas a maior parte deverá mesmo ser material de Zonoscope", afirma. "E pelo que ouvimos dizer e pelo que é o show do Cut Copy, acredito que veremos muita interação dos fãs com a banda o tempo todo, nas mais antigas e nas mais novas."

Dono de faixas autorais com levada synthpop (referenciado no nome da banda, que "alude ao comando primitivo de computador como uma forma de se fazer música"), o grupo da terra dos cangurus e coalas também é lembrado por remixes talvez tão conhecidos quanto as canções originais. Inclua nessa lista Maroon 5 ("This Love"), Kaiser Chiefs ("Never Miss A Beat") e CSS ("Move"). Porém, quando questionado a respeito de planos de novas versões, Hoey não poderia ter sido mais evasivo. Segundo ele, o grupo tem uma atitude do tipo "deixa acontecer" com as canções que escolhe para remixar. "Não temos nenhum em mente. Nós costumamos remixar músicas que achamos muito legais, coisas que ouvimos e pensamos logo que darão pano para manga. Nem depende tanto do artista, vai mais de cada música em si."

A lógica combina com a declaração deles de que, a cada álbum, estão chegando mais perto de fazer "o som perfeito": aquele que imaginam quando começam a compor e que esperam ouvir quando está tudo pronto. Mas assim o desafio de fazer música não acaba? "Não. Estamos constantemente procurando por um novo som perfeito. Existem tantos que podemos explorar. Não vamos ficar entediados tão rapidamente", garante.

É também para manter essa constante fome por algo novo e melhor do que o que já fizeram antes que os rapazes são cautelosos com a interpretação que fazem da repercussão de cada trabalho. "Ler resenhas pode ser muito destrutivo. Se você lê dez e uma delas é ruim, fica fixado naquela que não foi boa. Você acaba entrando em uma espiral de ficar se analisando constantemente, um surto. Mas se você também só lê as coisas boas, pode ser prejudicial ao que você está tentando fazer, porque aí não se arrisca. Tentamos ficar longe disso tudo o máximo que dá."

Cut Copy no Brasil

Rio de Janeiro

9 de junho

Circo Voador - Rua dos Arcos, s/n - Lapa

R$ 80 (estudante / e-Flyer / 1Kg Alimento / Assinante O Globo / Cliente TIM) ou R$ 160

Informações: (021) 2533-0354

São Paulo

10 de junho

HSBC Brasil - Rua Bragança Paulista, 1281 - Chácara Santo Antônio

R$ 160 (pista), R$ 170 (cadeira alta), R$ 200 (pacote promocional e frisas) ou R$ 250 (camarote)

Informações: (11) 2163-2100