Todas as vezes em que Diego Maradona foi declarado morto pela mídia antes da hora

O eterno camisa 10 da Seleção da Argentina foi alvo de fake news ao longo da vida

Perfil.com Argentina Publicado em 25/11/2020, às 16h15

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Diego Maradona (Foto: Marcos Brindicci/Getty Images)

Talvez tudo na vida de Diego Armando‌ ‌Maradona tenha sido exagerado. O eterno camisa 10 da Seleção da Argentina não morreu uma, nem duas, mas cinco vezes de acordo com a mídia. O ex-jogador, que morreu de forma trágica nesta quarta, 25 de novembro, aos 60 anos, de uma parada cardiorrespiratória, lidou com vários episódios de "fake news" nos últimos anos, inclusive com falsas notícias da morte dele.

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A tela preta da Chronicle 

O campeão mundial pela Seleção da Argentina em 1986 enfrentou diversos problemas de saúde, principalmente após a aposentadoria no futebol, em parte devido ao excesso de peso e aos maus hábitos. 

O mais notório desses episódios de excesso ocorreu em janeiro de 2000, quando foi internado em Punta del Este, em estado crítico. Naquela época, rumores sobre a saúde dele se espalharam como um incêndio. 

Além da confusão, uma famosa "tela preta" da Chronicle(programa de televisão norte-americano), sem texto, apenas com o horário (16h40), deu a entender que o ex-jogador teria morrido. A emissora manteve a tela preta por três minutos e várias pessoas interpretaram como uma confirmação da morte de Maradona.  

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Duas notícias falsas em um mês 

Notícias falsas começaram a se popularizar com o avanço da internet e Maradona não ficou fora disso. O episódio seguinte de fake news da morte dele aconteceu em 2007, com Diego em um estado melhor de saúde e recuperado após o sucesso de La Noche del Diez

No dia 17 de março daquele ano, circulou o boato da morte dele em um acidente de carro, que chegou a ser capa do jornal La Gazzetta dello Sport. O jogador negou a informação pouco depois em entrevista à Radio Del Plata

Nem um mês sem ser alvo de fake news ele teve. Em 25 de abril de 2007, quando foi internado na clínica psiquiátrica Avril, no bairro de Almagro, em Buenos Aires, o boato de uma possível morte se espalhou mais uma vez. 

A versão, aparentemente iniciada em veículos jornalísticos de esportes, foi negada pela ex-mulher, Claudia Villafañe, e o então médico Alfredo Cahe. O próprio presidente Néstor Kirchner pediu ao ministro da Saúde, Ginés González García, para verificar a veracidade notícia.

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Falsa morte na Rússia 

Em 26 de junho de 2018, a Argentina venceu a Nigéria por 2 a 1 com gols de Lionel Messi e Gabriel Mercado. O jogo provavelmente será lembrado pelos argentinos e não apenas porque a Seleção se classificou para as oitavas de final, mas também pelo show que Diego Maradona deu ao acompanhar o jogo das arquibancadas. 

Naquela tarde, no camarote VIP de São Petersburgo, o ex-camisa 10 encorajou a Seleção, insultou os rivais, dançou com a torcida argentina e enfeitou cartões-postais memoráveis ​​das comemorações.

Ao final da partida, Maradona parecia desequilibrado e precisou receber ajuda. Pouco depois, um áudio do WhatsApp foi divulgado comunicando a suposta morte dele. O próprio ex-jogador se encarregou de desmentir.

À 1h41 na Rússia, quatro horas após a situação da descompensação, antes de embarcar para Moscou, um jornalista divulgou uma imagem do eterno camisa 10 da Seleção da Argentina no Twitter para dizer que ele estava vivo. Veja:

O texto é uma tradução da matéria: "Las fake news y las falsas muertes de Diego Armando Maradona", da Perfil.com Argentina.


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