Tributo a Michael Jackson é adiado após debandada de artistas

Depois de Chris Brown e Natalie Cole negarem participação no concerto de Viena, Jermaine Jackson transfere espetáculo para junho de 2010, em Londres

Da redação Publicado em 21/12/2009, às 09h04

Atualizado às 9h40

Um tributo a Michael Jackson, que seria realizado no próximo dia 26, em Viena, foi adiado para junho do ano que vem, após várias estrelas "confirmadas" desmentirem presença no concerto. O novo show será realizado em Londres, em junho de 2010, "poucas semanas antes da morte" do astro, segundo o irmão e organizador do evento Jermaine Jackson.

"Agora, nós temos oito meses para pôr este show monumental de pé, e não só oito semanas", disse.

Jermaine, pelo visto, andou falando demais. Uma a uma, as atrações por ele confirmadas para o show em tributo foram a público para desmentir a participação.

Mary J. Blige, por exemplo, foi uma que anunciou estar fora do line-up. Não que ela não queira prestar homenagem ao artista morto no último dia 25 de junho. O problema é que, no dia marcado para Viena, ela se ocupará com uma "obrigação contratual" em Milão.

"Há muito acontecendo ao mesmo tempo - estou muito, muito mal por não poder estar lá", desculpou-se a cantora de R&B em entrevista ao site da MTV norte-americana. "Por que raios eu não ia querer fazer uma homenagem a Michael Jackson?"

Chris Brown é outro que deu o bolo. O problema, no caso do rapper, é judicial - ele foi recentemente condenado a cinco anos de liberdade provisória por agredir sua ex-namorada, a cantora Rihanna, em 8 de fevereiro, mesma noite do Grammy. Segundo a Rolling Stone EUA, seria preciso autorização de um tribunal de Los Angeles para que Brown pudesse se apresentar na capital austríaca.

Outra presença afiançada por Jermaine, Natalie Cole também deu para trás. De acordo com o site de celebridades TMZ, um porta-voz garantiu que a filha de Nat King Cole estará a milhas de distância da Áustria no dia do show - ela tem um encontro marcado com o Dalai Lama em Memphis, Tennessee. De fato, há um evento, com o intuito de promover a paz mundial, que unirá em palco a cantora e o líder espiritual tibetano. Um porém: o noticiário internacional aponta para 23 de setembro. Tempo de sobra para aterrissar do outro lado do mundo.

Segundo porta-voz da cantora, no entanto, ela nunca teria se comprometido com o show.

As atrações que sobraram eram menos animadoras: a boy band alemã US5, o rapper Akon e o grupo setentista Sister Sledge. Rumores davam conta de Stevie Wonder e mesmo Madonna, mas ficaram apenas nisso: rumores.

Um convidado teria continuado de pé: Michael Jackson. Se não em espírito, ao menos em versão digital, já que Georg Kindel, co-organizador do concerto vienense, sugeriu que o astro iria reaparecer no palco e cantar junto a Jermain, na mesma coletiva em que Brown, Blige e Cole foram dados como certos no espetáculo.

A família Jackson, a princípio, seria contrária ao show - o TMZ apontou que mãe, pai e irmãos do rei do pop, com exceção de Jermaine, não pisariam o pé em Viena na data. A versão é esta: eles teriam torcido o nariz à ideia de realizar o primeiro tributo de grande porte (desde o "showneral" no Staples Center, em julho) num país com o qual o membro mais famoso do clã Jackson não mantinha vínculos em particular.

Jermaine justificou a escolha pelo país da seguinte forma: seu irmão mais novo adorava castelos, e o tributo aconteceria justamente num deles. No caso, o Palácio de Schönbrunn, erguido no século 17 e ponto turístico do país.

Katherine Jackson, mãe dos irmãos Jackson e detentora da guarda dos filhos do astro, tratou de pôr os panos quentes. Em vídeo no site do evento, afirmou estar certa de que "o show será fantástico". Terminou confirmando sua presença. "Estou ansiosa para encontrar vocês por lá." Só que, pouco depois, o tributo mudou de lugar e data.

Quem adquiriu algum dos 85 mil ingressos postos à venda para a apresentação em Viena será reembolsado, de acordo com o site - que se apressou em mudar a URL anterior, Tribute 2009, para Tribute 2010.