Trinta anos sem Ian Curtis

Vocalista do Joy Division se suicidou em 18 de maio de 1980

Da redação Publicado em 19/05/2010, às 15h43

Nesta terça-feira, 18, completam-se 30 anos sem a voz grave e a intensidade de Ian Curtis. O frontman do Joy Division, banda pós-punk surgida na Inglaterra no final dos anos 70, se suicidou no dia 18 de maio de 1980, aos 23 anos de idade. Mesmo com o curtíssimo tempo de carreira do grupo - apenas dois álbuns de estúdio lançados (Unknown Pleasures, de 1979, e Closer, de 1980) -, a identidade de Curtis ficou perpetuada na história da música, tanto por ter, com sua morte, assumido inevitavelmente a imagem do ídolo do rock que se foi cedo, quanto pelas letras densas de suas canções.

Curtis nasceu em 15 de julho de 1956, no distrito de Trafford, em Manchester, e com grande interesse em música desde mais novo, não seria de se entranhar que o garoto acabaria dando seus passos em um palco. Enquanto o momento não chegava, trabalhou por um período em uma loja de discos, o que contribuiu para a expansão de seu conhecimento musical. Saindo um pouco da área, atuou posteriormente como funcionário público em Manchester e em Macclesfield, para onde se mudou. A virada na trajetória de Curtis se deu em 1976, ao assistir uma apresentação do Sex Pistols. Determinado a montar sua própria banda, conheceu no mesmo ano aqueles que seriam os integrantes do Joy Division (nome que só surgiu em 1978, tendo antes o grupo sido nomeado Warsaw): Bernard Sumner (guitarra e teclado), Peter Hook (baixo) e, mais tarde, Stephen Morris (bateria).

A banda, em 1978, lançou o EP An Ideal For Living, antes de integrar a Factory Records, por onde lançou seus dois únicos álbuns. Unknown Pleasures e Closer foram produzidos por Martin Hannett, considerado o responsável por encaminhar a banda à inserção de elementos eletrônicos em suas faixas. Diversos compactos foram lançados pelo grupo nestes dois anos, entre eles "Love Will Tear Us Apart", de 1980, que acabou se tornando a canção mais popular do Joy Division. Passando longe de composições alegres e positivas, a banda marcou presença na virada dos anos 70 para os 80 com uma dupla de sonoridade e letras obscuras e intimistas, agregando fãs e mais fãs que se identificavam com o que sofria, escrevia e cantava Ian Curtis.

O artista tinha epilepsia e amargurava problemas pessoais de seu amor pela esposa Deborah, e o caso extraconjugal que mantinha com a jornalista belga Annik Honoré. A popularidade que o Joy Division ganhou na Inglaterra contribuiu para um maior peso e responsabilidade nas costas do vocalista. Em 18 de maio de 1980, Curtis se enforcou na cozinha de sua casa. Após sua morte, os integrantes do grupo deram origem a uma outra banda igualmente respeitada, o New Order.

Filmes sobre o cantor e a respeito da trajetória do próprio Joy Division foram lançados nos últimos anos. A cinebiografia Control saiu em 2007, dirigida por Anton Corbijn, contando com roteiro de Deborah Curtis e Sam Riley no papel de Curtis. Joy Division foi lançado no mesmo ano, com a direção de Grant Gee. Ambos chegaram ao Brasil em 2008.

Abaixo, relembre faixas do Joy Division:

Joy Division - "Love Will Tear Us Apart"

Joy Division - "Shadowplay"

Joy Division - "She's Lost Control"

Joy Division - "Transmission"