Trump tem prisão pedida pelo Irã à agência Interpol; entenda

O atual presidente dos Estados Unidos é suspeito pelo assassinato do general iraniano Qasem Soleimani em janeiro

Redação Publicado em 30/06/2020, às 09h58

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Donald Trump, presidente dos EUA (Foto: Mark Seliger)

Recentemente, o Irã emitiu um mandado de prisão contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo assassinato do general iraniano Qasem Soleimani no Iraque, em janeiro de 2020. A notícia foi dada pela BBC.

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Ali Alqasimehr, promotor de Teerã, capital da República Islâmica do Irã, disse que Trump e outras 36 pessoas são suspeitas de assassinato e terrorismo, e que a Interpol foi acionada para detê-los. A agência, no entanto, afirmou que não levaria o pedido iraniano para frente.

Soleimani morreu durante um ataque perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, supostamente ordenado por Trump. Em contrapartida, o presidente norte-americano alegou que o general foi responsável pela morte de centenas de soldados e planejava novos ataques.

O Irã respondeu disparando mísseis nas bases militares iraquianas, que abrigavam as forças norte-americanas.

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O vice-ministro das Relações Exteriores, Mohsen Baharvand, disse que o Irã indiciará os responsáveis pelo ataque ao general Soleimani e espera identificar os operadores do drone, segundo a agência de notícias Isna. "O Irã não interromperá seus esforços até que essas pessoas sejam levadas à justiça", declarou.

Enquanto isso, o representante especial dos EUA, Brian Hook, afirmou: "Nossa avaliação é de que a Interpol não intervém e emite alertas vermelhos baseados em questões políticas.”

"Isso é uma questão política. Isso não tem nada a ver com segurança nacional, paz internacional ou promoção da estabilidade... É uma propaganda que ninguém leva a sério", concluiu.

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Sediada na cidade de Lyon, na França, a Interpol revelou à BBC que não consideraria o pedido de ajuda iraniano.

Sob sua constituição, é "estritamente proibido a organização empreender qualquer intervenção ou atividade de caráter político, militar, religioso ou racial", afirma o documento.

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