Universal Music se defende de processo relacionado ao incêndio de 2008

Estima-se que 500 mil fitas master foram destruídas no incidente catastrófico

Redação Publicado em 22/08/2019, às 12h55

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Incêndio no estúdio da Universal, em 2008 (Foto:AP Photo/Nick Ut)

Há algum tempo a Universal Music tem enfrentado reclamações e processos relacionados ao catastrófico incêndio de 2008 que transformou em cinzas aproximadamente US$ 150 milhões em fitas master de artistas lendários. 

Na última sexta, 16, voltaram à tona as ações judiciais de quatro desses ícones da música: Soundgarden, Steve Earle e dos responsáveis pelo legado de Tom Petty e do Tupac. Os documentos alegam que esses nome estão entre os que foram prejudicados pelo incidente, mas o estúdio rebateu a acusação.

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Em defesa própria, a Universal declarou ter certeza que pelo menos três dos quatro não tiveram material queimado. 

Apenas a suposta perda relacionada ao Soundgarden não foi riscada da lista de casualidades, pois a gravadora garantiu que ainda há chances de serem encontrados, uma vez que as buscas ainda estão em andamento.

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Estima-se que 500 mil fitas de gravações originais foram destruídas no incêndio. A banda Hole também havia aberto um processo, mas em julho desistiu, quando conseguiu provas de que as originais da banda estão a salvo.

O comunicado divulgado pela companhia afirma: "Os advogados dos acusadores já foram informados de que as fitas master de quase todos os artistas nomeados no processo sem mérito que abriram estão seguros no nosso armazém ou no deles próprios".

Apesar de já ter completado 11 anos desde o incêndio, as proporções da perda só foram realmente contabilizadas e reveladas em junho de 2019.

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