Vacinação ‘lenta’ pode aumentar pobreza no Brasil, diz OCDE

Segundo a entidade, ritmo da vacinação prejudica retomada econômica e deve aumentar a pobreza no Brasil

Redação Publicado em 31/05/2021, às 11h28

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Vacinação contra a Covid-19 (Foto: David Greedy / Getty Images)

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) afirma que o ritmo lento da vacinação ameaça a retomada econômica no Brasil. A consequência pode ser a ampliação da pobreza no país. As informações são do UOL.

Publicado nesta segunda, 31, um levantamento da OCDE indica que o Brasil crescerá abaixo da média mundial em 2021 e 2022. Somada ao auxílio emergencial insuficiente, a situação levará ao aumento da pobreza.

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"A propagação do vírus se acelerou no início de 2021. A ampla propagação do vírus e as medidas de restrição descoordenadas ao nível estadual pioraram a situação sanitária. A implementação da vacinação é lenta, apesar da capacidade local de produção de vacinas. Os problemas de fornecimento relacionados à disponibilidade de algumas vacinas estão atrasando a inoculação," alertou a entidade.

Segundo a projeção, o PIB (Produto Interno Bruto) global deve aumentar em 5,8% em 2021 e 4,4% em 2022. No Brasil, contudo, o crescimento do PIB deve ser de 3,7% em 2021 e 2,5% em 2022.

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Um dos principais pontos analisados pela entidade, segundo o UOL, é o do auxílio emergencial, que em 2020 totalizou 11,4% do PIB. Apesar de a pandemia de Covid-19 não estar resolvida, o benefício foi reduzido - o que é prejudicial à população:

"Este ano, o Congresso aprovou uma prorrogação dos benefícios por mais quatro meses, mas reduziu ainda mais o montante para cerca de US$ 45 em média, para um total de cerca de US$ 7,9 bilhões. Dada a deterioração da situação sanitária, o apoio fiscal será insuficiente para manter o consumo privado", escreveu. Por isso, teme-se que a pobreza aumente.

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A OCDE argumenta: "Graças às transferências de emergência social e à expansão do programa Bolsa Família, a taxa de pobreza caiu para 21% em 2020, de 29% em 2019. Entretanto, se as transferências sociais não forem prolongadas enquanto a atividade econômica continuar sendo afetada pela epidemia do vírus, as taxas de pobreza provavelmente aumentarão novamente este ano."

Segundo a entidade, para melhorar a situação brasileira é preciso equilibrar o aspecto social e financeiro: "Conseguir o equilíbrio certo entre a proteção dos pobres e a garantia de finanças públicas sustentáveis será um desafio político fundamental em 2021."

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